quarta-feira, 30 de junho de 2010

O amor e o peptídeo...

Juras de amor promovem sempre "frios da espinha". O coração pulsa com invulgar batimento, querendo, por vezes, explodir no peito e sair por algum orifício qualquer (sabe-se lá!). Sudorese, ansiedade, atividade hormonal, enfim, que promove uma grande adrenalina.

No filme Quem somos nós? boa parte do roteiro nos apresenta a vilania dos peptídeos, "entes" orgânicos que jazem presentes em nossas estruturas, condenando-nos às galés do determinismo físico-químico, dizendo-nos, o tempo inteiro, que boa parte dos "nossos devaneios lúdicos de um amor que sofre" nada mais é do de o caldeirão peptídico do vício em sermos "capachões emocionais".

Escravos e escravas de nossos vícios, talvez - penso, talvez, porque tenho refletido muito a respeito - a percepção de um amor "bandido" possa realmente ser o que motiva parcela da humanidade a simplesmente se entregar em uma grande aposta sem, ao menos, ter consciência de si e do Outro no processo.

Se é bem verdade que não estamos todos e todas predispostos a agir de má-fé conosco e com outra pessoa, por outro lado, a nossa ignorância completa sobre o que significa o caminho da alma que pretende se libertar nos impele para a pretensão de coisificar o outro em favor de nossas miseráveis e egocêntricas mesmices existenciais.

É sempre a mesma fórmula: paixão, identidade, amor para lá e cá, eu te amo, não vivo sem você, sou seu ou sua, e, depois... hahahaha

Depois o resultado de uma sandice que veio apenas da nossa pueril maneira peculiar de ser: a atribuição de culpas recíprocas. A raiva....

Mas, e a raiva?

Devo engoli-la? Claro que sim! Se eu estiver disposta a desenvolver um câncer ou uma doença degenerativa, é sempre uma boa opção se reprimir na emoção, de preferência rezando terços, orações, meditando, fazendo ebós, pendurando amuletos. Ou, então, afogando-se em álcool, a droga mais "troféu joinha, joinha", porque é mais simples dizer que não faz mal a dizer que somos uma sociedade de drogados.

O vício do "amor" também é uma droga (em ambos os sentidos), porque enebria em face da cegueira descomedida em não se observar. Já fiz muitas escolhas por vício e tenho aprendido nas valiosas lições de vida, que o "grande amor da vida" é muito mais uma fantasia que desejo realizar a fórceps do que uma realidade inerente a si. O grande amor da vida pode ser nada mais do que o grande vício de se escolher o padrão para se pretender vencer, ao final...Isso lá é amor?

Afora isso, é maravilhoso amar, por certo! Mas a grande questão é que amor não é algo engarrafado e reificado, que surge por partenogênese quando a primeira pessoa aparece e para ela entregamos um "saquinho de carência" pedindo-lhe que tome conta.

Amor é a sensação perene de simples bem-aventurança a nos conectar não com uma pessoa, mas com uma grande hidra de coisas, pessoas, sentimentos, estados de espírito, enfim, o mundo mesmo! Porque é daí que o desapego extrai sua força. Enquanto falarmos que "amamos, MAS", trazendo a conjunção adversativa, talvez o caminho não seja de amor, e sim, de peptídeos...

Tudo se revela num grande vôo


Um dias desses, sonhei que estava voando, feliz e plena. Sempre quando encontro conforto dentro de mim, tenho sonhos leves, etéreos e sonhar estar voando é um desses momentos de deleite e leveza.

Plainava leve, como uma pluma, olhando para uma floresta logo abaixo de mim, composta por frondosas árvores ancestrais que, no auge de sua aura evolutiva, sorriam para mim em silêncio. De tempos em tempos, nesse passeio, eu dava mergulhos, tal qual Fernão Capelo no afã de galgar montanhas-russas...

A sensação de inexistência de gravidade ainda ficou em mim, pois, toda a vez que me lembro desse sonho bom, percebo que a vida traz a conexão mágica entre o ser e o mundo, nada mais...

Os fantasmas se divertem!

Na cultura celta o Samhaim marca um dia especial em que os véus entre os mundos fenecem, deixando as fronteiras muito próximas, ao ponto que mortos e vivos se tocarem... Talvez seja um momento especial de transcurso de eras em que, na vida de cada pessoa, exista um Samhaim, deparando-se, um a um, com os fantasmas dos natáis passados, tal qual a fábula de Scrooge em Christmas Carol.

Os fantasmas, contudo, segundo Stephen King, longe de serem entidades sencientes e orgânicas, dotadas de autonomia e fala, são entes que habitam nosso imaginário e nossa mente. Para mim, são rescaldos internos de nossas projeções: medos, frustrações ou anseios diante de uma vida que se desenrola no atropelo de um desconhecido que nos é paradoxalmente sabido como realidade inevitável.

Morremos e, na ânsia da evitabilidade, pulsionamo-nos, ora para o retorno ao útero, ora para a predição do estalo da Grande Ceifadora. São, assim, sempre processos internos de movimentação de energia, consciência e vontade, que modelam nossos fantasmas e, por afinidade quântica vibracional, campos eletromagnéticos interagem. Os fantasmas, então, surgem em nossas vidas por meio das "sessões mediúnicas" que nós mesmos e mesmas fazemos questão de realizar boa parte do tempo.

Pessoas "aparecem" e "desaparecem" como uma fagulha em nossas vidas e nos perguntamos: "nossa, como essa pessoa veio 'do nada' para minha vida nesse momento?". Indagação ingênua em seus propósitos, porque, no fundo (ou, na medida de conscientização, no "raso"), sabemos que ela está ali por uma confluência de nossas demandas emocionais mais profundas, as mazelas existenciais que empurramos para o quarto de despejo.

Vieram porque nos chamamos reciprocamente na junção idiossincrática de nossos egos e nossas almas reverberando pulsações energéticas. Simples... Claro. E voltarão sempre que insistirmos em lançá-las na masmorra gelada de nossa psiquê, cingindo-as com a "Marca Escarlate" de pessoa espúria que não merece atenção. Elas morrem, ali, jazendo na escuridão da nossa mente, para, depoiis, ressurgirem com força...

Pessoas voltam, então, como fantasmas e monstros, apenas por representarem essa tela em que lançamos nossas intempéries. Elas não são boas, más, apenas são. O predicativo do sujeito com que as valoramos é que as qualifica na dicotomia de acordo com o impacto de identidade que os "fantasminhas-camaradas" guardam em face de nossas estruturas arquetípicas guardadas a sete-chaves.

Ultimamente minha vida tem sido brindada por muitos desses "fantasmas e monstros", todas nomenclaturas derivadas de profundas marcas e dores. Acredito, porém, que, ao invés de convocar um exorcista, uma roda, uma mesa radiônica e outras medidas ghostbusters (que extirpam no meio, mas mantém incólume a fonte geradora do rótulo: EU), melhor tentar dialogar com essa médium de atração, para ouvi-la em seus lamentos, suas súplicas e demandas.

Só trazendo o fantasma para incorporar a alma é possível compor a seara de luz e sombra, integralizando opostos e superando dualidades...

domingo, 27 de junho de 2010

As partículas de Higgs e a melodia do Universo

Uau, a melodia da explosão criativa, o pulsar da gênese de todo o espaço, feita a partir do Verbo que sibila em sons musicais. Sem opressão, sem verbo no imperativo, o Universo vindo da expressão artística...

Na íntegra a notícia veiculada pela BBC, mas disponível em ttp://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/06/100623_somuniversoebc.shtml

"Cientistas simularam o som de partículas subatômicas produzidas no Grande Colisor de Hádrons (GCH), na Suíça.

O objetivo é facilitar a identificação da chamada "partícula de Deus" – o bóson de Higgs – cuja existência ainda não foi confirmada, mas que, segundo teorias, daria massa a todas as outras.


A cientista Lily Asquith coordenou a equipe que desenvolveu o modelo que transforma dados do gigantesco experimento Atlas, no GCH, em sons.

"Se a energia estiver perto de você, você ouve um som grave, e se estiver mais longe, mais agudo", disse Asquith.

O colisor é um projeto milionário construído na fronteira entre a França e a Suíça para tentar responder algumas perguntas fundamentais para a física.

O experimento acontece em um túnel circular de 27 quilômetros de comprimento, repleto de imãs que "conduzem" partículas de prótons pelo imenso anel.


O LHC operou pela primeira vez em setembro de 2008
Em certos pontos do trajeto, os feixes de prótons mudam de trajetória e se chocam em quatro experimentos, que são minuciosamente monitorados pelos cientistas.

É nessas colisões que os estudiosos esperam encontrar novas partículas subatômicas, como o bóson de Higgs, que ajudariam a entender a origem do Universo.

Atlas é um dos quatro experimentos do colisor. Um instrumento batizado de calorímetro é usado para medir energia e é composto de sete camadas concêntricas.

Cada uma dessas camadas é representada por um tom diferente, dependendo da quantidade de energia contida nele.

O processo de transformar dados científicos em sons é chamado sonificação. Até o momento, a equipe de Asquith criou diversas simulações baseadas em previsões do que aconteceria durante as colisões no GCH.

Só agora, começaram a utilizar dados de experimentos reais.

"Quando você ouve as sonificações, na realidade, o que você está ouvindo são dados. Elas são fieis aos dados e dão informações sobre os dados que não seriam possíveis de se obter de qualquer outra maneira", disse Archer Endrich, um desenvolvedor de software que trabalha no projeto.

Pela sonificação, os cientistas esperam poder identificar diferenças sutis para detectar novas partículas.

Um compositor envolvido com o projeto, Richard Dobson, destacou ter ficado impressionado com a musicalidade das colisões.

"É possível ouvir estruturas claras nos sons, quase como se tivessem sido compostas. Cada uma parece contar uma pequena história. São tão dinâmicas e mudam o tempo todo, que se parecem muito com as composições contemporâneas", disse o músico
."

Os sons estão disponíveis no link...LINDOS!

sábado, 26 de junho de 2010

A busca da identidade e o mimetismo comportamental...

Um dia desses estava fazendo a clássica "análise de discurso", buscando a linguagem por trás da linguagem, bem como processando o invisível que está no indizível. Em poucas linhas, descobri minha importância no mimetismo com que, sem saber já sabendo, reúno séquitos e séquitos de copy cats, na reprodução, por similitude, de identidade em virtude da insegurança e da falta de personalidade própria.

O ser que manifesta mimetismo usualmente copia idéias, adquire jeitos, trejeitos, roupa, até personalidade do outro. Vai de gosto musical, passando por vestimenta, gosto gastronômico, repetição de hábitos e até, em casos extremos, ctrl "c" + ctrl "v" de livros, blogs e frases... Tudo para se firmar, no apogeu de uma crise identitária, como um ser de autonomia existencial em relação a como vê a si.

E o mais engraçado em confrontar o mimético é que ele é cara-de-pau mesmo, porque imita - ou tenta, de maneira medíocre - habilidades que não são lá bem sua praia. Escreve letra de música que já existe, faz poema com licença poética para pecar contra a gramática da língua portuguesa ao criar (seria neologismo? Duvido) ou, ainda, deturpa tudo...

Tudo para chamar a atenção para seu momento de déficit, pois deseja ser amado, a todo custo...

Nossa, acho que a melancia na cabeça escrita AZEITONA dá mais impacto, pois, se não der na pessoa de quem se deseja a atenção, ao menos se impacta e achata a cabeça de quem não tem idéias próprias...

1o. Simpósio de Ciências Paralelas

Uau!

Tanta agitação durante essa semana, com processos terapêuticos voando para todos os lados (e, claro, brotando de mim)... Esqueci de postar uma referência sobre o 1o. Simpósio de Ciências Paralelas, que será realizado amanhã, dia 27 de junho, de 08h00min as 17h00min na LBV, bastando levar um quilo de alimento não-perecível.

As inscrições podem ser feitas no site oficial do evento: http://www.simposiocp.com.br.

Profecias maias, alterações planetárias, nova ordem mundial (lembrei da Ju).

Acho que é uma boa pedida para o domingão.

Namastè!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O Vôo

Dispersa em uma névoa reluzente encontro meu caminho em meio ao pó
Perdida e achada na imensidão dos que clamam ser o nada o Todo
volta e meia trago à luz a libertação de um ser em mim que se percebe só...
A vôo alto rompe a cancela da limitação do ser
E alcança o horizonte que se renova em flor...
Sobe e desce nas asas de anjos que se revelam
Envoltos em chama de puro amor.
Êxtase de abraços que se entrelaçam na ciranda do vir a ser
Preenchendo de cor a aquarela do trilhar
As fugas das mortalhas que ninguém quer ver
Mostram as sonatas que decidi criar...
Ó, humanidade bela e plena em seu caos atônito!
Tão cheia de brilho nas conjecturas do saber que não sabe de si...
Em meio a tantos atropelos para os outros...
Eis-me sempre aqui a me revelar assim.
Meu corpo reverbera em mil solitudes
Minha mente brilha o ócio de quem quer amar
Amam-me tanto por tão pouco
E ousam tão pouco a revelar!
Amor, sublime amor?
Manifesto de um simples gozo de pueril espectro
Cresçam, crianças, cresçam,
E se enfrentem no espelho das águas plácidas do narcisismo ingênuo.
Cresça, poetisa, cresça!
E voe cada vez mais alto alcançando, enfim,
a Imensidão!

Sincronicidades e aleatoriedades...


Renascimentos sempre são comemorados na ocidentalidade porque marcarem ínicios e o frescor de novas alvoradas. Sem a noção de espiralidade, temos no renascimento a proposta de uma gênese, momento em que imbuídas de sementes, fazemos brotar na imensidão propostas diferentes dos caminhos que até então percorríamos.

A espiral, contudo, lembra da periodicidade invisível que parece "magicamente" guiar o mundo e os seres para novas roupagens de mesmos processos internos, acenando para alguns colapsos quânticos em que as superações são observadas e vividas por quem se permite extrapolar os limites da previsibilidade.

A vida quântica traz o processo visceralmente repetitivo, o padrão a ser superado pela transcendência na escolha. Quando olhamos ao redor e temos a sensação de viver "a mesma história", nossa alma afinada com o Todo avisa que ali nossas lição está posta.

Não há motivos para não se lançar rumo so desconhecido porque, de fato, os processos nunca são desconhecidos ou incogniscíveis: podem ser provisoriamente incomprendidos ou não internalizados.

Mas assim que a alma fareja a cena-que-se-repete, um mundo de escolhas se abre bem diante de nossos olhos e, como uma moldura que reúne várias pinturas coexistentes, podemos escolher pintar nossa tela individual com várias dessas matizes.

Podemos até reproduzir - ou tentar - aquela pintura que ficou para trás. Mas, de uma maneira maravilhosamente bela, nunca damos as mesmas pinceladas e, com isso, o que seria a repetição passa a ser a reformulação do arco-íris de nossa alma.

Sinto no ar o fechamento de um grande ciclo de "eternos retornos" em minha trajetória.

Cada retorno com sua possibilidade, o potencial de realização de uma vasta gama de escolhas. E, dentro delas, a partir delas, a compreensão de uma imensa paz que começa a se irradiar dentro do peito e da alma, para alcançar a conexão com parte de mim que outrora jazia sufocada pela planificação da minha identidade retesada e contida.

Sou...

Sou...

Estou...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Tempos de rupturas...

Estou em silêncio, reclusa em meus pensamentos de renovação, pensando em quem sou, o que desejo, em como vivencio cada dia de Planeta Terra e, principalmente, nas escolhas que fiz e tenho feito até aqui.

Não tenho muita crença no acaso e na aleatoriedade... Antes, acho que os acontecimentos são simples resultado da mágica incogniscível de nossa super-mente conectada a um imenso telão de redes, que entrelaçam delicadamente as almas em uma canção de unidade inconsciente. Não sabemos a linha causal, que é tênue, sutil, mas sentimos seus efeitos nas entranhas, quando, em meio à turbulência, a voz interior fala para a alma, acenando a manta de proteção em relação aos caminhos que iremos trilhar.

O Todo está aqui, aqui e agora, reverberando em mim e no que manifesto.

Isso é o bastante para sentir a mudança.

O vento gelado do inverno que chegou a poucos dias já era sentido na latência de uma semente que está germinando dentro de mim...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Em dias de muito frio, vamos de chai!


Aqui tem feito 9, 10 graus - moro perto de um córrego, o que deixa as noites maravilhosamente mais frias... e, com isso, preciso de criatividade para ficar aquecida.

Ontem foi a noite do creme de abóbora, que faço com maçã argentina, curry, sal e azeite. Só.

Mas, hoje, pela manhã, ao invés de tomar meu usual cafá de Moka, decidi inovar e fazer chai, uma espécie de mistura que tem a aparência de chá, mas não é bem chá (ao contrário do nome indicar).

O massala chai é, na verdade, uma mistura perfumada de canela, cardamomo, cravo, canela em pau e gengibre, imersas no chá preto. Essa mistura é, então, reduzida com a fervura e, depois, colocada no leite! Delícia! Melhor do que isso só ouvindo Chori chori no youtube e rindo muito!!!! É contagiante o som de Bollywood:

terça-feira, 15 de junho de 2010

Arroz branco? Nem pensar...

Estudos e estudos, na terra dos estudos quantitativos...

Ah, mesmo que a Escola de Chicago tenha se especializado em pesquisa quantitativa "por encomenda" e por interesses políticos (sim, esse é o berço da pesquisa quanti) legais os estudos de estatísiticas...

Retirei esse do e-mail que o Alexandre Pimentel envia para mim (para um bando de gente, enfim).

Consumir arroz branco favorece desenvolvimento de diabetes
Seg, 14 Jun, 09h07

WASHINGTON (AFP) - Consumir arroz branco frequentemente favorece o aparecimento do diabetes tipo 2, enquanto o risco de ter a doença é reduzido com o consumo de arroz integral, revela um estudo americano publicado nesta segunda-feira.


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Cientistas da Escola de Saúde Pública de Harvard acompanharam o consumo de arroz branco e integral por 157.463 mulheres e 39.765 homens, que foram seguidos em três estudos diferentes durante 14 a 20 anos.

O diabetes tipo 2, insulino-dependente , se manifesta em geral na idade adulta. Há quase 24 milhões de diabéticos nos Estados Unidos (8% da população).

Os cientistas de Harvard descobriram que as pessoas que consumiam arroz branco cinco vezes por semana tinham 17% mais chances de desenvolver diabetes tipo 2 que aqueles que o comiam uma vez por semana apenas.

"Nós acreditamos que substituir o arroz branco e outros grãos refinados por grãos integrais, como o arroz integral, ajuda a reduzir o risco de diabetes tipo 2", disse o autor do estudo, Qi Sun, da Escola de Saúde Pública de Harvard.


"Há séculos o arroz é um alimento de base nos países asiáticos", destacaram os cientistas.

"Mas desde o século XX, os progressos feitos nas tecnologias do tratamento do cereal possibilitaram uma produção em massa de cereais refinados. Durante este processo, a casca do grão, assim como as partes intactas do germen, são retiradas para produzir arroz branco que, de fato, consiste em um endospermo cheio de amido", afirmam os autores.

Mais de 70% do arroz consumido nos Estados Unidos é arroz branco.

O estudo foi publicado nos Archives of Internal Medicine.

Na íntegra, o texto de lá (abstract): http://archinte.ama-assn.org/cgi/content/short/170/11/961

White Rice, Brown Rice, and Risk of Type 2 Diabetes in US Men and Women
Qi Sun, MD, ScD; Donna Spiegelman, ScD; Rob M. van Dam, PhD; Michelle D. Holmes, MD, DrPH; Vasanti S. Malik, MSc; Walter C. Willett, MD, DrPH; Frank B. Hu, MD, PhD

Arch Intern Med. 2010;170(11):961-969.

Background Because of differences in processing and nutrients, brown rice and white rice may have different effects on risk of type 2 diabetes mellitus. We examined white and brown rice consumption in relation to type 2 diabetes risk prospectively in the Health Professionals Follow-up Study and the Nurses' Health Study I and II.

Methods We prospectively ascertained and updated diet, lifestyle practices, and disease status among 39 765 men and 157 463 women in these cohorts.

Results After multivariate adjustment for age and other lifestyle and dietary risk factors, higher intake of white rice (5 servings per week vs <1>Substitution of whole grains, including brown rice, for white rice may lower risk of type 2 diabetes. These data support the recommendation that most carbohydrate intake should come from whole grains rather than refined grains to help prevent type 2 diabetes.

Author Affiliations: Departments of Nutrition (Drs Sun, van Dam, Willett, and Hu and Ms Malik), Epidemiology (Drs Spiegelman, van Dam, Holmes, Willett, and Hu and Ms Malik), and Biostatistics (Dr Spiegelman), Harvard School of Public Health; the Channing Laboratory (Drs van Dam, Holmes, Willett, and Hu), Department of Medicine, Brigham and Women's Hospital and Harvard Medical School; all at Boston, Massachusetts.

domingo, 13 de junho de 2010

Os olhos que revelam a alma...


Os olhos revelam muito mais do que o reflexo da luz, revelam a alma e tudo que de mais denso reside num simples corpo. Os olhos irradiam a felicidade para todos os lugares! Irradiam expressões ricas, complexas e, sobretudo, densas, de densas almas que se lançam...
A essência transpõe limites e se lança ao infinito, pelos olhos que permanecem na contemplação de um mundo novo que se mostra para os que desejam sair da escuridão do não-saber-de-si!

Programação cultural 16 a 20 de junho!!! Check this out!

Fonte da imagem: Fonte da imagem

Que tal um programa GRATUITO e de nível? Sem a "babilônia" de pagar 100,00 - 200,00 ou até 300,00 pilas para ver alguém! Arte e cultura são bens de todos, e não de quem tem acesso à grana, minha gente! Vamos nos desprogramar da vida metódica de condicionar a felicidade a um "potezinho de moeda de ouro"... Há tanto no mundo, bem diante de nós! Aliás, o mundo somos nós...

Estou postando o link oficial: http://www.mda.gov.br/feira2010/sobre/Programação_Cultural - do Brasil Rural Contemporâneo, dos dias 16 a 20 de junho! Mas, claro, para quem não puder ou quiser ver a programação, está aqui! Tudo na Concha Acústica.

PROGRAMAÇÃO
Palco Multicultural
DIA 16
20h00 Bahiana System - BA
21h30 Paulinho da Viola convida Monarco – Portela - RJ

DJ Tudo - SP
DIA 17
20h00 Cidadão Instigado (CE) convida Mestre Vieira das Guitarradas (PA)
21h30 OTTO convida Lirinha - PE

BoTECOEletro – RJ
DIA 18
20h00 Lenine - PE
21h30 Teatro Magico (SP) convida Silvério Pessoa (PE)

Jam da Silva - PE
DIA 19
20h00 Cabruera (CE) convida Totonho (PB)
21h30 Frank Jorge , Wander Wildner e Julio Reny convidam Gilberto Monteiro - RS
23h00 Alceu Valença - PE

DJ MAM - RJ
DIA 20
18h00 Armandinho , Dodo e Osmar – BA

DJ MAM – RJ

PROGRAMAÇÃO
Tablado Raiz
DIA 16
16h00 Bumba-meu-Boi de Maracanã – MA
17h30 Descascadeiras de Madioca - PB
19h00 Bule Bule (BA) e Caboquinho (RN) convidam chico de Assis e João Santana – PE
DIA 17
15h00 Zambiapunga – BA
16h00 Bumba-meu-Boi de Maracanã – MA
17h30 Coco Raizes de Arco Verde – PE
19h00 Bule Bule e as Sambadeiras do Recôncavo – BA
DIA 18
16h00 Zambiapunga – BA
17h30 Pio e Mestre Vieira – PA
19h00 Babilak Bah – MG
DIA 19
14h00 Maracatu Estrela de Ouro – PE
15h00 Cacai Nunes
16h00 Quentes da Madrugada – Carimbó – PA
17h30 Claudio Rabeca convida Siba – PE
19h00 Gilberto Monteiro – RS
DIA 20
10h00 Zabé da Loca – PB
12h00 Maracatu Estrela de Ouro – PE
14h00 Patubatê

PROGRAMAÇÃO
CORTEJOS NACIONAIS DENTRO DA FEIRA
17 QUI 16h00 Bumba-meu-Boi de Maracanã - MA
18 SEX 16h00 Zambiapunga - BA
20 DOM 12h30 Maracatu Estrela de Ouro - PE
CORTEJOS NACIONAIS NA CIDADE
16 QUA 12h00 Bumba-meu-Boi de Maracanã - MA
17 QUI 12h00 Zambiapunga - BA
18 SEX noite Coco Raizes de Arcoverde - PE
19 SAB 10h00 Maracatu Estrela de Ouro - PE

PROGRAMAÇÃO
Espaço Brincantes - Arca das Letras
DIA 16
15h00 “O Romance do Vaqueiro Benedito” - Grupo de Teatro Mamulengo Presepada - DF
18h00 Abertura da Exposição arca das Letras - Plantando bibliotecas, semeando a leitura no mundo rural.
19h00 Carroça de Mamulengos convida Cia os Buritis - CE
DIA 17
13h às 22h Exposição: Arca das Letras - Plantando bibliotecas, semeando a leitura no mundo rural
15h00 “Mateus da Lelé Bicuda” - Grupo de Teatro Mamulengo Presepada - DF
19h00 Cia Carroça de Mamulengos convida Mambembrincantes - CE
DIA 18
13h às 22h Exposição: Arca das Letras - Plantando bibliotecas, semeando a leitura no mundo rural
15h00 Célia Madureira e Raquel Gonçalves: A história nossa de cada dia
17h00 “Exemplos de Bastião” - Grupo Mamulengo Sem Fronteiras - DF
19h00 Cia Carroça de Mamulengos Historias de Teatro e Circo - CE
DIA 19
10h às 22h Exposição: Arca das Letras - Plantando bibliotecas, semeando a leitura no mundo rural
11h00 "As Aventuras de Dom Xicote e Mula Manca" - Grupo Roupa de Ensaio - DF
14h00 Cantando e contando histórias, com Clara Rosa Cruz Gomes
16h00 Carroça de Mamulengos Histórias de Teatro e Circo - CE
DIA 20
10h às 14h Exposição: Arca das Letras - Plantando bibliotecas, semeando a leitura no mundo rural
11h00 Grupo os Buritis - Espetáculo: Maranjá, Contador de Histórias
12h30 “Marajá, Contador de Histórias” do Grupo Os Buriti - DF
14h00 Cia Carroça de Mamulengos convida a Cia Artetute (Circo) - Especteaculos - CE

DESFILE NO PIER DA FEIRA
DIA 18
17h00 Desfile Talentos do Brasil

Bom, será muito legal, e com ônibus GRATUITOS para o evento! Noites de friozinho para se aquecer com alguém bem legal, ou, melhor, formando uma corrente de abraços e braços, que se perdem no ar!

Mudar o mundo? Mudemos nossos paradigmas!


Estamos em pleno eixo de mudança de paradigmas...

Se olharmos bem à nossa volta, podemos perceber que o mundo está numa velocidade ímpar de transformações gritantes. A Natureza está enviando seu recado diante das destruições produzidas pela ampliação do capitalismo excludente.

Pandemias espalham-se ao redor do mundo, lembrando-nos que podemos, eventualmente, estar na linha de alcance (dois membros da minha família paterna tiveram a gripe óinc óinc). Crises econômicas fazem os mercados entrarem em retração, ao mesmo tempo em que o dólar sofre queda. O mundo imerso em possibilidades de guerras, porque cessaram as possibilidades de simples CO MU NI CA ÇÃO entre povos que, outrora, eram irmãos.

Pessoas questionando antigos valores de família, outrora alicerçados também na visão pequeno-burguesa de tradicionalismo (tríade pai-mãe-filho), na qual ao homem cabia um papel de provedor, à mulher de vassala doméstica, resignada com a servidão e, aos filhos e às filhas, subserviência pelo temor e não pelo mero amor livre em si.

O ideal "romântico" do séc. XIX está em franca decomposição, porque não mais nos enxergamos como "a alma gêmea", a única possibilidade do Outro. A ode à "metade da laranja" não mais nos causa mais conforto - ao contrário, causa uma crise invulgar de identidade, porque, perdidos na imensidão do Outro, perdemo-nos de nós mesmos.

Ao contrário, as identidades que se confundem em nubentes que enxergam a si no Outro têm causado um desconforto ímpar, porque, em pleno séc. XXI, não sabemos mais quem somos e, como não sabemos e vivemos o Outro do Outro, perdemos os pés quando enxergamos que, no fundo, perdemos um pouco de nossa identidade no processo.

Amor? Relacionamento? Conceitos pulverizados no ar, porque, outrora alicerçados no ideal Jane Austen de interação, passam pela reformulação conceitual de suas bases. A lógica masculina de dominação da fêmea está em franca queda. Por outro lado, a "devoradora de homens" também não cola mais como modelo de resposta ao masculinismo. Precisamos, todos e todas, de mais espaço, igualdade, respeito e amor.

A imposição no lugar da negociação está com os dias contados no vocabulário do relacionamento em plena "Era de Aquário". Adeus Era de Peixes (intenso sofrimento, sacrifício e dor) e bem-vinda Era de Aquário, na qual as pessoas, sem suas máscaras, podem olhar, umas para as outras e reconhecer a realização do Amor, sem idealizações!

Para quem está se sentindo isolado, só, imerso em vazio, um alento! Isso é apenas um pequeno ajuste da alma para algo que está atrás do arco-íris! Crise? Por que a palavra "crise"desperta tamanha rejeição e tanto medo? Afinal, explosão de carbonos, elétrons, vida, enfim, é a constante caótica do Universo que se expande! Por agora, é bem verdade, mas se expande, sem medo de crescer rumo ao desconhecido!

Não consigo acreditar e, sobretudo, sentir que sejam tempos "tortuosos". Tortuoso ou MA RA VI LHO SO, esse binário compõe a seara do verso de escolhas que temos em relação às lentes com as quais olharemos para dentro de nossas almas nesse interessante processo de pura contemplação! São tempos de profundas transformações para aperfeiçoamento da alma e, por resultado, para o alcance de saltos quânticos monádicos...

Mas, claro, para a mudança acontecer, os pilares antigos precisam ruir e cair, tal qual a torre no tarot de Marselha, que simboliza a queda de estruturas antigas, com rupturas que nem sempre agradam nosso ego que deseja "sempre se dar bem". Acima de tudo, deseja se perder e enganar na ilusão da máscara.

O primeiro passo está à nossa frente!

Primeiro, sentindo desconforto, retiramos o pó que está na máscara, afinal, o ego ainda não está pronto para romper com os condicionamentos antigos que recheavam os conceitos de qualidade de vida, sentimento, dinheiro, relacionamento etc.

Depois, com mais tempo e resignação - sem mencionar a sensação de insatisfação com a vida que criamos para nós dentro da "forma de bolo" - tiramos nossas máscaras - com algumas dores - pois elas aderiram tanto à nossa alma que dá a impressão de termos nascido com ela.

Não nascemos com máscaras! Cultivamo-nas ao longo da vida, tentando nos proteger dessa mesma LINDA vida que está bem à nossa frente para ser experienciada sem medo de perdas!

Quando rompemos, então, o invólucro, um colorido se releva para nós: pessoas se apresentam, possibilidades se colocam bem diante de nossos olhos (antes incrédulos), enfim: a VIDA se apresenta como ela é, resultado de um MARAVILHOSO MILAGRE DE PURO AMOR!

A receita para os "tempos difíceis"? Primeiro, deixar de achar que são difíceis; segundo, deixar, de vez, as máscaras para se apresentar ao Outro nu em pêlo; terceiro, amar anonimamente!

Boa mudança de eixo!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Gira o mundo, gira a roda... e o ser?

Viver é a arte sacral de se assumir e impactar menos pelos condicionamentos sociais, culturais, religiosos (institucionais)... Isso é arte!

Mas, quantos e quantas de nós estamos dispostos e dispostas a ser "artesãos e artesãs" no mundo? Ao contrário, sufocamo-nos em nossos falsos ídolos, buscando alento em teorias, religiões e toda sorte de placebo existencial, que anestesiam nossa potencialidade crítica em focar nossas mazelas.

Buscamos transcendência, anulando o ser-em-si e, com isso, não sabendo nada sobre nós, apreendemos fórmulas mágicas que algum guru, pastor, padre, pai-de-santo, sacerdote, swami etc. reproduzem...

E como observar a efemidade dos postulados exotéricos? Basta apertar um botão, do EGO, para a alegoria dármica se dissolver no ar, em pleno ar. O sorriso cálido, nesse momento, transforma-se em amargura do franzir de testas.

Quanto é preciso retirar de véus para enxergar a simplicidade do ser?

Não sei, mas sei que, enquanto isso, eis-me aqui, a Louca ensandecida, que é tida como excêntrica...Bem-vinda a bem-aventurança de ser Louca?


BALADA DO LOUCO
- Mutantes -
"Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz

Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão

Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu

Mas louco é quem me diz
E não é feliz, não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar que Deus sou eu

Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz

Mas louco é quem me diz
E não é feliz, eu sou feliz"

quarta-feira, 9 de junho de 2010

As pessoas se apresentam...

Um dia desses ouvi minha querida "irmã" de mônada falando algo que entrou profundamente em meu coração, mas tão profundamente que, mesmo que ela, dia algum, consiga penetrar nos cantos mais abissais da minha alma, ainda assim não haveria como acessar o sentimento que me invadiu...

Foi mais ou menos assim...

"Alê, às vezes não se trata de encontro de alma alguma, mas, sim, de as pessoas 'se apresentarem' a você", prosseguindo "daí, você escolhe o caminho, não porque 'se encontrou', mas porque DECIDIU"...

Pensei nas várias vezes em que me deixei levar por escolhas que não foram minhas. Claro que minha medida de decisão está presente, mas, lá no fundo, no fundinho da alma, os padrões podem estar tão enclausurados - como casca de cebola em volta do bulbo - que se torna muito difícil escolher com PLENITUDE!

Acho que a bem-aventurança reside nessas pequenas frases de pessoas grandiosas, como a Ju que, num momento em que me observou ali, tão eu e frágil, não teve receio de amorosamente dimensionar tudo aquilo que passamos, muitas vezes, horas e horas falando uma com a outra, mas, em alguns momentos, esquecemos de trazer para as situações "que o destino nos prega".

Será mesmo determinismo dos deuses o destino? Ou seria fruto de toda uma trajetória tão inconscientemente presa a mim que, por mera aderência, ajo, tal qual o Louco do Tarot de Marselha, que, num despontar de alma, ruma para o desconhecido, não sem antes despencar.

Não, ao certo, pois não tenho respostas.

Não sei nem se realmente existe inconsciente...

Mas sei que a vida se apresenta um manancial de experiências em que, volta e meia, destinos são providencialmente tocados em encruzilhadas, apenas para se terminar o que não ficou resolvido. Tenho sentido os ares de resolução, de quebras e de rupturas com os fantasmas do passado.

Um a um, voltam-se em minha direção, dizendo "olá" e, logo a seguir, "até breve". As próximas aventuras, penso, serão bem-aventuranças, pois nunca se passa incólume à vida quando conseguimos ler os sinais ocultos que a vida nos traz, de tempos em tempos.

E viva a bem-aventurança da Ju!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Poética celta...ode a uma oração livre

(...)
Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalante ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e atua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!
(...)

A Deusa e o Deus estão em nós! E a magia paira no ar

A contemporaneidade indiscutivelmente trouxe o resgate da conexão com a Natureza , pois, para todo o lado, observamos que despontou uma preocupação mais contundente com a preservação ambiental, o compromisso com o eco-sistema, com a biosfera.

Desde uma educação ambiental, reciclagem de lixo, aproveitamento de papéis e tecidos, tudo tem girado em torno da necessidade de harmonização com a Natureza, tão dilacerada e denegrida pela imagem que se formou em torno da idéia de evolução e desenvolvimento.

Lígia Maria costumava sempre fazer um exercício de redução ao absurdo: ela falava para o interlocutor pensar na hipótese de não mais existir um exemplar humano na Terra.
Daí, indagava ao pensador o que poderia acontecer com a Natureza – os animais, as plantas, enfim, tudo que compõe esse espetáculo – se não existisse mais humano algum habitando a Terra.
Depois, pedia ao interlocutor que fizesse o mesmo exercício, mas invertendo os pólos: agora, extraindo a Natureza e deixando apenas o ser humano. Bom, acho que a resposta é por demais óbvia: se apenas restasse o ser humano na Terra, sem água, animais ou plantas, simplesmente seria inviável a manutenção de vida por aqui, justamente por conta da conexão visceral que guardamos com o meio ambiente.

E quanto à Natureza? Ora, sempre presente, até mesmo em função de estabelecidas interações em redes e cadeias, desde uma estrutura de retroalimentção, como, também, por intermédio da cadeia alimentar, praticada em decorrência de uma bem montada lógica de predatismo. Isso, sem mencionar outras relações, a exemplo da simbiose e do mutualismo, que denunciam a existência de escalas interacionais e conectivas entre os seres.

É possível observar - apenas tirando um dia de nossas vidas para ficarmos contemplando a Natureza - que existe uma rede imantando a interconexão entre os seres, uma verdadeira teia da vida, com bem relata um físico chamado Fritjof Capra.

Assim, já que estamos falando de retorno à Natureza, nada mais conveniente do que o desvendamento e a troca de algumas idéias sobre “paganismo”, já que está intrinsecamente relacionado com uma percepção romântica de Natureza.
Paganus vem do latim, habitante do campo, designando aqueles grupamentos que tiveram sua vivência projetada nas grandes áreas rurais, motivo pelo qual o culto à colheita teve uma influência marcante, neste sentido, para entender como pagão todo o adepto da celebração sazonal de ciclos da Natureza.

Não existe um consenso quanto ao número de adeptos do paganismo no mundo, mas a estimativa mais direcionada à bruxaria, bem como à wicca, segundo uma estatística apresentada pelo Witche´s Voice , o maior website especializado no assunto, faz referência a um milhão de pessoas, só nos Estados Unidos.

Assim, todo foco de religiosidade fora do âmbito monoteísta judaico-cristão – entendido como modelo ocidental – pode ser denominado paganismo, um grande tronco de convergência de todas as religiões ou conjunto de crenças, que não estão embasados num sistema expiatório cristão.
Estudar a bruxaria, pois, é demarcar o campo de expressão de vivência no Sagrado, a partir de uma concepção de retorno ao culto da Terra. Alguns autores, como Joyce e River Higginbotham entendem que paganismo e neopaganismo são sinônimos, designando um movimento religioso em expansão, principalmente a partir da década de 60, com a expressão do retorno ao feminino (2003, p. 19).

Como se trata de uma vivência centrada na Terra, pode ser avaliada sua gênese muito antes desse movimento expansionista pós-moderno, razão pela qual paganismo e neopaganismo, nesse sentido, não seriam expressões sinônimas, já que o último estaria relacionado ao desenvolvimento, nas últimas três décadas do século XX, do rol de expressões de religiosidade fora do eixo judaico-cristão.
Aliás, tenho alguns problemas existenciais em relação à aproximação da wicca e da bruxaria, pois a wicca se estabelece como um movimento religioso, dogmático (já que se baseia em fórmulas e ritos), enquanto a bruxaria persiste como prática ou vivência, segundo alguns antropólogos, no campo do "profano" (do aqui e do imanente). Para quem vivencia uma história de ancestralidade, a bruxaria está no seio familiar, perpassando séculos e gerações, por meio dos segredos guardados pelas matriarcas...

Conversas ao pé do caldeirão: a magia na cozinha

Fonte da imagem

Cresci observando minha cuidadosa mãe em sua herbal alquimia, dizendo sempre ser a cozinha o coração da casa, numa representação simbólica e factual do eterno centro provedor da vida, já que é o local de preparação do alimento tão bondosamente doado por Gaia.

A agilidade com que ela preparava a mais saborosa refeição, usando sempre ingredientes frescos e enfeitando com amor os pratos, deixavam-me com ansiedade para a chegada das refeições. Isto, sem falar na agregação de pessoas em volta dela, pois a cozinha sempre foi o local de agradáveis bate-papos, enquanto ela socava massa de pão ou fazia bolo, numa maestria onde a mais simples comida transformava-se em um manjar!

Em datas e ocasiões comemorativas – mais freqüentes do que as que constam no calendário juliano – ela enfeitava a mesa, ornando-a com velas, trigo e flores, numa celebração à vida e a tudo que ela proporciona. Quando se fala em ervas, logo penso na facilidade com que minha mãe estava sempre a especular e aplicar seus remédios caseiros, conversando comigo sobre as propriedades contidas em cada uma das ervas em nosso jardim.

Bom, agora moro sozinha e, talvez em virtude desta dificuldade, meu relacionamento com as ervas tem se consolidado a cada dia, com novas descobertas, movidas à intuição e experimentação. Primeiro, porque aprendi a cuidar de minha herança, uma spatifillus que recebi de minha mãe quando ela se mudou para Natal. Segundo, porque a culinária falou mais alto, no que diz respeito ao preparo das ervas a serem utilizadas.

A agilidade com que ela preparava a mais saborosa refeição, usando sempre ingredientes frescos e enfeitando com amor os pratos, deixavam-me com ansiedade para a chegada das refeições. Isto, sem falar na agregação de pessoas em volta dela, pois a cozinha sempre foi o local de agradáveis bate-papos, enquanto ela socava massa de pão ou fazia bolo, numa maestria onde a mais simples comida transformava-se bem diante de nossos olhos!

Herdei essa qualidade e nem me atrevo a "provar"comida, ou, ainda, seguir receita... Cozinhar é um ato de amor e pura magia! As bruxas que não cozinham que me desculpem, mas culinária é fundamental!

Meu primeiro contato com as ervas veio da necessidade de alcance de combinações de forno e fogão, já que eu tinha – e, de fato, ainda tenho – desconfiança em relação aos temperos prontos. Passei a observar a textura, o gosto in natura, estudar as propriedades terapêuticas e mágicas de cada erva, tentando aprender o que estava latente nas plantas ao meu redor.

Acredito que a Natureza contenha simbolicamente a destinação de suas plantas e ervas. O espinho, por exemplo. Nada mais protetor do que uma planta que contenha espinhos, justamente porque o espinho é o instrumento intrínseco na planta em se defender dos predadores.

Outra demonstração disso é o sabor picante contido em determinadas ervas e alguns sabores, que podem ser direcionados tanto para bruxedos de proteção, como, também, para incrementar relacionamento. É o caso da pimenta, pois a latência com que está disposta a arder proporciona, de um lado, a defesa natural, como, de outro, o consumo em ardente fogosidade, hábil a acalentar os desejos mais profundos dos fogosos amantes.


Antes, achava eu bem prático dirigir-me a um supermercado e comprar tudo pronto, ensacado ou enlatado. Mas, aos poucos - não demorou tanto assim - prefiro fazer a secagem de alguns temperos, procurando-os nas famosas feiras-livres, os centros inenarráveis de descobrimento da magia! Ou, ainda, plantá-los no meu jardim de cheiros!

Aprecio bastante um bom maço de alecrim, manjericão e sua prima manjerona, hortelã e arruda, considerando o conjunto uma equipe básica de atuação.

Prefiro sempre os maços reluzentes, com o aroma bem marcante, pois é indicativo de frescor da erva. Como os maços geralmente vêm enrolados em um cipó ou liga, sendo molhados para não perderem seu cheiro, a primeira providência a ser tomada é lavagem do maço e a primeira secagem das folhas, abrindo as folhas para que não apodreçam.

Retiro o cipó, lavo bem em água corrente e tomo a cautela de fazer a higienização com vinagre de maçã ou limão, na razão de uma colher para cada meio litro de água.

Não tem problema em relação a qualquer alteração no sabor, porque a erva poderá ficar até uns dez a quinze minutos submersa, podendo ser lavada depois.

Em cima de uma toalha, inicio minha meditação, agradecendo à Deusa e ao Deus o provimento do sabor da comida que irei ingerir. Acendo um incenso, ou, ainda, um aromatizador, preferencialmente com um aroma mais neutro, para não confundir com o cheiro da erva fresca. Não vejo sentido em fazer um fumacê, sob a desculpa de consagrar a erva com outra erva, pois acho que perde o sentido da consagração que pode ser feita aproveitando a destinação atribuída à planta.

Ao som de uma boa música, em harmonia, começo a separar os maços de ervas secas, amarrando os tufos com uma linha representativa do que pretendo catalisar com a folha. Usualmente amarro todas com linha verde, a cor da fertilidade que desejo atribuir ao efeito da erva.
das.

Hey ho!

A sabedoria da Lua Minguante...

O que é a magia senão a transformação do espaço comum para uma dimensão aparentemente invisível aos olhos tridimensioanais, mas explícita para a arguta linguagem do coração?

É a arte de resgatar da ancestralidade a vivência de uma prática de conexão ao Universo e, mais especificamente no caso de nossa querida Gaia, à Natureza...

Antigas tradições enclausuradas no universo simbólico do inconsciente coletivo reverberam na a-temporalidade e a-espacialidade, lembrando-nos que a tranformação mágica nada mais é do que a beleza misteriosa do que está encoberto pela névoa da relação causal apenas visível no domínio da mente.

Por que falar em símbolos? Para Jung , a simbologia desperta centelhas inconscientes, reaquecendo referências gravadas em nossas memórias, soterrada pela racionalidade ao longo do tempo. Segundo Greenwood, o “contato com aquilo que ele (Jung) designava por ‘inconsciente coletivo’ – simbolizado pelos deuses – levava ao acesso à sabedoria e à experiência humana universal” (1999, p. 182), a partir da busca a um passado ancestral, marcado pelo mergulho na profundidade daquilo que está entranhado nos aspectos mais profundos da mente.

Como encontrar, então, a referência a cada estrutura simbólica? De onde extrair cada pedaço de informação, que leva a um procedimento peculiar dentro da Arte? Afinal, de onde vem a idéia que o alecrim é protetor, a rosa, estimulante do amor e a canela da prosperidade?

E a Lua? Como "demonstrar" que ela está bem mais presente em nossas vidas do que imaginamos? Simples, não se demonstra - hehehe, pegadinha - porque os ciclos de lunações, bem como os fenômenos "naturais", ainda que decodificados segundo um modelo de ciência, não se reduzem a objetos passivos de apreensão e controle. Os vulcões, as tsunamis e demais respostas da natureza que o digam, falam por si...

Tais fenômenos são apreendidos, sentidos, intuídos e não reduzidos em equações causais-explicativas. São parte integrante de um conhecimento ancestral, guardado por tradições, vivências familiares, e, sobretudo, pela retomada de um espírito de conscientização do humano numa nova era (com letra minúscula porque não me refiro à Nova Era de misticismo neo-liberal e esquizoidemente consumista e a-crítico, mas, sim, de uma nova percepção da vida, em teia).

Desde o dia 04 de junho ela está em seu ciclo minguante, a Lua que "se esvai", que se introjeta, que se recolhe do mundo para se firmar em si. A Lua Minguante, para algumas pessoas, traz o "mau agouro", os bruxedos de banimento, expulsão, prejuízo, malefício e todo leque de sortilégios ligados a uma concepção dualista de "maldade".

Sempre pensei e senti a Lua Minguante como sendo o maior receptáculo de introjeção no mundo do inconsciente, marcando um momento de parada e reflexão, solitude para a apreensão de lições. Momento de tomada de consciência em relação a processos inconscientes de nossa psiquê.

Ela desemboca, três dias que antecedem a Lua Nova, na Lua de Lilith, ou Lua Negra, o ápice do momento internalizante que nos dispusermos a seguir. Há referências às deusas-sombras, correlativas ao conceito de Lua Lilith, pois, nessa fase, muito mais do que em qualquer outro dia de míngua, os processos internos encontram seu apogeu.

Por isso, longe de espetar bonecos de cera, banir ou expulsar algo, tomo a Lua Minguante como momento para me voltar ao ventre da Deusa, aguardando o renascimento com o poder do in;icio de um novo ciclo de lunações...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O sacerdócio do pão de cenoura...

Depois de quase 2 semanas em silêncio culinário, hoje retornei ao sacerdócio da elaboração do pão integral de cenoura. Senti uma saudade enorme, estava nostálgica em relação ao artesanato que é sovar a massa de pão, ato que demanda uma doação incomum de energia e amor.

Confesso que, diante das vicissitudes que têm se apresentado para mim - acho que vicissitude é apenas a maneira com que exponho a dor valorada -os fatos, por outra sorte, trazem frutíferas reflexões, cuja dor e aparente sofrimento são proporcionais ao sentido de evolução e lapidação da alma durante o percurso.

O pão crescer como nunca antes fizera e o Universo recolhendo os fragmentos da minha alma para eu me firmar íntegra foram a tônica do final da tarde de hoje... sacerdócio... ofício dadivoso e sacral, sacro ofício que não se sacrifica.

Conjurações psicanalíticas, parte I, a importância da mudança

Voltava para casa ao cair do dia pensando se existe, em algum momento da vida, uma "conclusão" sobre quem somos, o que desejamos e, acima de tudo, o que escolheremos. A primeira impressão, claro, parece acenar para o discurso pré-programado da objetivação do percurso em "etapas", como se a vida fosse uma hidrelétrica diagramada e concretizada por etapas estanques de planejamento.

Essa visão planificadora do viver humano pode parecer uma boa saída para as explicações que se reduzem a trazer alento para quem não encontra perspectiva e, com isso, convence a si mesmo ou mesma que existe uma "honorável missão"no viver, como se o viver, em si, sem a consolidação de metas não fosse, por si só, uma grande e extensa meta, dentro de um longo processo.

Daí pensei no movimento de ondas, que oscilam, para lá e para cá, aparentemente sendo harmônicas com a consonância das águas do mar, ao mesmo tempo em que, cada uma, por si só, constitui a completude de sua finalidade no mero existir.

Existir é a meta e, dentro disso, creio, o foco maior de atenção, que já traz muita reflexão pela frente.

Não estou apontando um sentido niilista e repelindo metas ou objetivos, mas, antes, ponderando se realmente viver é se limitar a caminhos indelevelmente traçados sob a pecha de desespero existencial em dar sentido à vida. Segundo Sêneca "quando um homem não sabe a que porto se dirige, qualquer vento lhe é desfavorável" - o que leva, por alguns momentos, à reflexão exasperada de se saber o que se quer alcançar...

O saber, porém, dentro desta perspectiva do filósofo, fica bastante comprometido quando pensamos que a única perspectiva que podemos "saber"a priori é a morte. Com isso, toda a vida, em si, já seria o dissabor em face da única certeza inexorável sabida e conhecida, diante da riqueza de um mundo probabilístico, onde caminhos são escolhas, colapsos quânticos de ondas, que, dada determinada voluntariedade (alegoria da vontade do elétron), "decidem" a dimensão e direção.

Se a vida toma um rumo agora, isso não quer dizer que assim o seja dado tempo ulterior, em que condições ou variáveis supervenientes (ou potencializadas) podem, de um dia para o outro (na verdade não é de um dia para outro, estão latentes em sua esfera inconsciencial, ou sub), eclodir em um mar de mudanças.

Mudar é bom, qualquer que seja o resultado da mudança que -também fruto de uma aglutinação probabilística do restante do Universo que se interliga em radias conexões - afinal, nunca sabemos, ao certo como será.

Porém, ante a perspectiva dual de apego a um sentido de perpetuidade (talvez a tentativa de evitar a grande Tanathos) acabamos recrudescendo o potencial latente em nós e nos congelando para o devenir tão desconhecido e, ao mesmo tempo, tão desejado.

domingo, 6 de junho de 2010

Crise de identidade??!!




Há tempos venho prometendo para mim postar o carinha aqui em cima neste blog, pois, afinal, uma homenagem muito bem merecida ao Meladinho, Zé Farofinha, Zé Bolinha, Melaço, Melagrião, Bebezão e todos os nomes que fazem com que este ser tenha crises sérias de identidade...


Freedom! 90

George Michael tocado no Gate's e eu sacudindo o esqueleto de Freedom 90! Huahuahuaha, o que se faz com a LIBERDADE? Uai, simplesmente... se tiver "que fazer alguma coisa" não se é mais LIVRE!!!

CHECK THIS OUT!



I won't let you down
I will not give you up
Gotta have some faith in the sound
It's the one good thing that I've got
I won't let you down
So please don't give me up
Because I would really, really love to stick around
Heaven knows I was just a young boy
Didn't know what I wanted to be
I was every little hungry schoolgirl's pride and joy
And I guess it was enough for me
To win the race?
A prettier face!
Brand new clothes and a big fat place
On your rock and roll TV
But today the way I play the game is not the same (no way)
Think I'm gonna get me some happy
I think there's something you should know
I think it's time I told you so
There's something deep inside of me
There's someone else I've got to be
Take back your picture in a frame
Take back your singing in the rain
I just hope you understand
Sometimes the clothes do not make the man
All we have to do now
Is take these lies and make them true somehow
All we have to see
Is that I don't belong to you
And you don't belong to me
Freedom
You've gotta give for what you take
Freedom
You've gotta give for what you take
Heaven knows we sure had some fun boy
What a kick just a buddy and me
We had every big shot good-time band on the run boy
We were living in a fantasy
We won the race
Got out of the place I went back home got a brand new face
For the boys on MTV
But today the way I play the game has got to change (oh yeah)
Now I'm gonna get myself happy
I think there's something you should know
I think it's time I stopped the show
There's something deep inside of me
There's someone I forgot to be
Take back your picture in a frame
Don't think that I'll be back again
I just hope you understand
Sometimes the clothes do not make the man
All we have to do now
Is take these lies and make them true somehow
All we have to see
Is that I don't belong to you
And you don't belong to me
Freedom
You've gotta give for what you take
Freedom
You've gotta give for what you take
Well it looks like the road to heaven
But it feels like the road to hell
When I knew which side my bread was buttered
I took the knife as well
Posing for another picture
Everybody's got to sell
But when you shake your ass
They notice fast
And some mistakes were built to last
That's what you get
I say that's what you get
That's what you get for changing your mind
And after all this time
I just hope you understand
Sometimes the clothes
Do not make the man
I'll hold on to my freedom
May not be what you want from me
Just the way it's got to be
Lose the face now I've got to live
(got to live, got to live)

Um dos grandes baratos da vida é RECOMEÇAR!

Estou aqui ouvindo algumas músicas que me trazem lindas e alegres recordações, quase todas relacionadas a momentos em que me deparei com mudanças muito estruturais - quase bruscas - de percurso de vida!

Em cada uma das mudanças, veio o medo, mas, ao final, a certeza do quanto é marvailhoso simplesmente partir do zero! Partir do início para lugar algum, apenas porque é muito bom o caminho em si, é ele que traz as grandes marcas da vida e nos faz caminhar contra a estagnação das pedras que não me movem, perdidas em seus olhares que se dirigem para o horizonte!

Como é um privilégio ter a vida coroada por celebrações de inícios e fins! O frio na barriga com o medo que, depois, é vencido pela alegria de transpor barreiras e ilusões criadas pelo receio de se lançar!

Uau, que vida muito legal é essa, minha gente!

Ela traz, como o mar, e leva tantas e tantas recordações! Tantos movimentos e momentos! Compõe um ciclo que nunca se desfaz, porque é uma espeiral de vivências que vão se seguindo até o infinito!

Essa agora é uma homenagem à poesia e lírica de Nando Reis em seus versos sensíveis...

Relicário
Nando Reis

É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor

Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Porque está amanhecendo?
Peço o contrario, ver o sol se por
Porque está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô...
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor

O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
...está fazendo assim?


Alright

Essa é para a Jubs! Uma funny music que traz à memória a felicidade em ter pessoas como ela na vida!



Alright
Supergrass
We are young, we run green,
Keep our teeth, nice and clean,
See our friends, see the sights, feel alright,
We wake up, we go out, smoke a fag,
Put it out, see our friends,
See the sights, feel alright,

Are we like you?
I can't be sure,
Of the scene, as she turns,
We are strange in our worlds,

But we are young, we get by,
Can't go mad, ain't got time,
Sleep around, if we like,
But we're alright,
Got some cash, bought some wheels,
Took it out, 'cross the fields,
Lost control, hit a wall,
But we're alright,

Are we like you,
I can't be sure,
Of the scene, as she turns,
We are strange in our worlds,

But we are young, we run green,
Keep our teeth, nice and clean,
See our friends, see the sights, feel alright,

Are we like you,
I can't be sure,
Of the scene, as she turns,
We are strange in our world,

But we are young, we run green,
Keep our teeth, nice and clean,
See our friends, see the sights, feel alright.


Just another day

Senhor Jon Secada com Just another day... Incrível como as artes (e, claro, a música) eternizam e tripudiam do tempo, porque, a cada momento em que se escuta uma obra dessas, tudo pára, fazendo brotar apenas os bons momentos de liberdade, quando o corpo se permitia ser muito mais do que um balé!!!

Vamos dar uma espiada nele?

Sessão músicas que marcaram época...

Uai, não é ilusão de ótica, estou postando as músicas que coroaram minha vida, ou, ao menos, parte delas, pois são muitas!!! Festas da Mansão de Vidro, festa da FAL. Enfim... Memórias que voam com o vento!

Open Your Eyes
Snow Patrol

All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
My bones ache, my skin feels cold
And I'm getting so tired and so old

The anger swells in my guts
And I won't feel these slices and cuts
I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine

Tell me that you'll open your eyes [x4]

Get up, get out, get away from these liars
´Cause they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time

Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere
I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine

Tell me that you'll open your eyes [x8]

All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you


Bittersweet Symphony
The Verve
'Cause it's a bittersweet symphony, this life
Try to make ends meet
You're a slave to money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places
where all the veins meet yeah,

No change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
But I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no

Well I never pray
But tonight I'm on my knees yeah
I need to hear some sounds that recognize the pain in me, yeah
I let the melody shine, let it cleanse my mind, I feel free now
But the airways are clean and there's nobody singing to me now

No change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
And I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no
I can't change
I can't change

'Cause it's a bittersweet symphony, this life
Try to make ends meet
Try to find some money then you die
I'll take you down the only road I've ever been down
You know the one that takes you to the places
where all the things meet yeah

You know I can change, I can change
I can change, I can change
But I'm here in my mold
I am here in my mold
And I'm a million different people
from one day to the next
I can't change my mold
No, no, no, no, no

I can't change my mold
no, no, no, no, no,
I can't change
Can't change my body,
no, no, no

It justs sex and violence melody and silence
It justs sex and violence melody and silence
(I'll take you down the only road I've ever been down)
It justs sex and violence melody and silence
(I'll take you down the only road I've ever been down)
Been down
Ever been down
Ever been down
Ever been down
Ever been down
Have you ever been down?
Have you ever been down?
Have you ever been down?


More than this...

More Than This

I could feel at the time
There was no way of knowing
Fallen leaves in the night
Who can say where they´re blowing
As free as the wind
And hopefully learning
Why the sea on the tide
Has no way of turning

More than this
There is nothing
Oh more than this
You tell me one thing
More than this
You know there's nothing

It was fun for a while
There was no way of knowing
Like a dream in the night
Who can say where we´re going
No care in the world
And maybe I´m learning
Why the sea on the tide
It has no way of turning

More than this
You know there is nothing
Oh more than this
You tell me one thing
More than this
There is nothing
Nothing

More than this
You know there is nothing
Much more than this
You tell me one thing
More than this
There is nothing
More than

Demais! Compartilhando o vídeo:

sábado, 5 de junho de 2010

O dia em que Ariana não mais se deitou com o pai...

Ariana havia acordado disposta, naquele dia, a encarar um de seus maiores e mais negados medos: enfrentar seu pai diluído naquela alma que ali se apresentara como um feixe de luz a extraí-la da escuridão existencial em que vivia.

Imersa numa ignorância de si que já causava desconforto, a mulher, vista por muitas pessoas como uma vaporosa "guerreira", havia se transmutado num poço de questionamentos sobre sua vida até ali, cercando a tudo e a todos de inúmeras provocações e perguntas que, de fato, buscavam apontar, para Ariana, o verdadeiro conteúdo de sua essência.

Preparou-se cuidadosamente para seu "amado pai" materializado no amante do dia, amado que se desfez tão rápido quanto surgiu à sua frente, espargindo-se em milhares de inoportunas moléculas de dúvidas, que espelhavam a doce tentativa de Ariana de se (re)conhecer.

O coração descompassado atendeu o chamado da campainha que trouxe seu amado até ela. Os olhos se encontraram e se perderam. Com eles Ariana se encontrou na tórrida corrente elétrica que perspassou por seu corpo e eclodiu no êxtase de atingir o espaço sideral na pulsão de toda uma carga produzida pelo simples princípio do prazer.

Olhos cruzaram-se, ao mesmo tempo em que fluidos percorreram corpos insaciáveis de duas pessoas que, fugindo de si mesmas, encontraram-se no meio do caminho de tantas dúvidas, tentando, um no outro alicerçar a decisão de se assumirem, cada qual, suas vidas, diante de suas próprias almas.

Em meio ao êxtase, Ariana viu seu pai, ao longe, acenando para ela, trazendo com ele tudo que aquela moça travou em seu espírito sob a pecha de esquecimento: as promessas dos cimenas que nunca se realizaram, os dias de viagens que nunca foram cumpridos, as mentiras contadas, uma após a outra, na esperança de construir para Ariana um mundo melhor.

Reconhecido seu pai naquela multidão de pais, Ariana não pôde prosseguir. Ficou estática em seu lugar orgásmico, assombrada pelo fantasma que a trouxera pela mão à realidade de não se voltar, com os pais-amantes, à história de resolução na casa paterna. Com o gozo veio o choro e a vontade de simplesmente quebrar aquela sina e reescrever um novo e esperançoso capítulo de uma bela história.

E assim Ariana decidiu que, dali em diante, não mais se deitaria com seus pais...

A importância do autoconhecimento

Estou passando minha vida a limpo durante todo o final e semana e isso quer dizer abrir, um por por, os diários em que registrei minhas experiências, dos 10 anos até hoje, podendo observar, numa auto-análise, o quanto integro a grande gama de pessoas que se escoimam na previsibilidade da reprodução de padrões em sua vida.

A marca mais colossal contida em boa parte das páginas diz respeito à grande perseguição pela aceitação, quase a fórceps, da figura do meu pai, pois minha infância toda, em relação a ele, resumiu-se em temor reverencial, admiração quase cega e, claro, sentimento de abandono.

O mais impressionante, porém, é mascarar minha busca interna com os mitos do amro universal, entregando-me a mim mesma, num carroussel de emoções que, por sua vez, quase sempre estão relacionadas à figura masculina que paradoxalmente rejeito - em termos de valores anatagônicos aos meus - e, ao mesmo tempo, amo descomunal e obssessivamente.

O grande relato da minha vida é, pois, o colorido de pessoas que vieram porque simplesmente não me desvencilho de uma roupagem matrix e, quase sempre, escolho em meus parceiros meus pais, para, sendo minha mãe, repetir a história, mas, desta vez, tentar o desfecho distinto, ou seja, não ser massacrada.

Muito simles... Existe amor? Sim, claro, existe sentimento, não nego, mas, com ele, vem o vale-brinde da máscara, o vernil que, por trás da fachada de "amor" incondicional (mentira, nada tem de incondicional), apontam para a relação incestuoso entre mim e "meus pais", os vários pais nos quais meu pai se diluiu. É preciso acontecerem "alças temporais" para que a sensação edipiana retorne e, com ela, a máscara caia e eu possa, com o tempo, juntar os pedaços do quebra-cabeças que a fragmentação da minha alma consiguiu, como clímax, atingir.

Se ontem me encontrava em pleno "choque", hoje a clareza vem ao alcance: somos muito mais reprodutores de valores do que supomos e, ainda, insistimos em achar que o que nos move é o alcance da bem-aventurança em termos de emotividade. Longe disso, o inconsciente, para quem a memória é um continuum a-temporal, é nossa força motriz, dentro das grandes pulsões que nos impelem para a eterna briga, dentro de nós, com nossos fantasmas internos relegados ao quarto escuro de nossa psiquê.

Complexo de Édipo que nunca se vence, ódio e amor, competição e destruição. Não há nada de vergonhoso em reconhecer que pouco conheço de mim. Mas, com uma benção do Universo, penso, da mesma maneira que entro nas roubadas de reprodução dos padrões de minha vida, exsurjo, de alguma maneira, como fênix, com força para a próxima bem-aventurança.

Agora, penso, é necessário colocar minhas tantas páginas de diários em que suplico o amor do pai nos relacionamentos que lembram meu pai no foco de direcionamento da mudança de perspectiva de como, doravante, lerei meu pai e minha mãe. Meu mundo - eles - está desmoronando, em saudável crise de quebra das lentes com as quais eu via - e negava - as escolhas que não foram feitas por mim, pois, afinal, meus "pais", quase sempre, escolheram-me para as relações incestuosas.

Devo, agora, escolher e, por isso, meu posicionamento deverá sempre se voltar à quebra desses grilhões que me sufocam. Não quero me relacionar com "meus pais", não quero me relacionar com "minhas mães", pois não quero ser, em mim, nenum deles brigando por espaços da minha alma. Por outro lado, não serei Jocasta de ninguém. Não serei a nutridora em quem os filhos buscam alento.

Hey, ho!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Encontros e desencontros: a sabedoria de saber quando se chega ao fim...

Sempre gostei de andar de metrô e admirar a rapidez e o movimento enérgico nos trilhos, que se confundem com a minha própria estrada.

Nunca havia entendido a razão, ao certo, de apreciar passar pelas estações e ver as pessoas passando à minha frente, em átimos tão diminutos de segundos que, ao tentar "captar" e perceber, já era tarde: passaram... Passam e passarão.

Encontros de almas são como o passeio de metrô. Um vida de encontro de almas flui como um trem deslizando nos trilhos, ávido por recolher pessoas no caminho, e sabedor de que a estrada, em si, é o objetivo.

No metrô - penso - o percurso é mais importante, porque a impermanência no vai-e-vem de quem vem e vai passa a ser a tônica da movimentação que dá sentido à existência das estações repletas de pessoas que lá estão apenas para deslizarem em suas trajetórias pessoais.

Quando olho pela janela do meu coração e percebo tanta gente cruzando meu caminho de encontros, o Universo se me revela em milhões de possibilidades. Lancei-me em boa parte delas para experienciar, em cada efemeridade, o Universo a se configurar para mim. E depois de me lançar, olhar, percebem e me identificar, desapegar, assim como, no metrô, deixo para trás a imensa multidão que outrora era o meu Universo pessoal.

Olhar para a estação e ver o que se esvaiu é perceber a hora de partir para próximas estações, que sempre são desconhecidas e, talvez, nunca compreendidas pela razão.

Não sei bem se desejo exaurir minhas possibilidades de compreensão - são infindas - mas, ao menos, desejo vivenciar, em outros mais tantos espaços, a beleza de novas chegadas a novos continentes, olhando com amor o que deixei para trás e, ao mesmo tempo, confiando em poder sorrir diante do indecifrável mistério que é viver e amar.

Quanta beleza reside na efemeridade de um tempo que insiste em se estabelecer apenas na vã tentativa da mente monolítica de se apegar a detalhes que ficaram para trás. A pulsação de seres que se encontram e, por momentos, ultrapassam alteridades e individualidades, tornando-se unidade no Cosmos, transpõe qualquer barreira de entendimento.

O que ficou não está mais presente, muito menos é reavivado.

Não se revive... Não se resgata... Não se reacende...

Mas, ao mesmo "tempo" (sim, aquele mesmo tempo que não existe mais), o conceito de eternidade, como diria Borges, passar a residir na lembrança.

Muitas vezes, as lembranças são tudo que de grandioso fica nos grandes encontros entre almas nas estações de trem e penso ser com elas que criamos nossos "pequenos mundos" de plenitude, ao fecharmos, por instantes, os olhos, para sentirmos o perfume, o calor e a presença da alma que desejamos encontrar.

Simplesmente acabou, como a vida, em si, um encontro de almas, um, dentre tantos e mais tantos. Esse caminho, sempre incerto, não nos revela a meta que tentamos, de maneira tímida, descobrir, mas, antes, traz a aparente incerteza do que é desconhecido para a alma, mas revelado nas batidas do coração.

Saber reconhecer o fim de uma era é ter a virtude de se entregar à experiência de amar alguém, à plenitude, e permitir que essa alma siga seu grandioso caminho, dentro do trem, para, quem sabe, dentre tantos e muitos outros espaços dentro dessa maravilhosa ciranda chamada Cosmos, o reencontro possa trazer, mais uma vez, a alma que, um dia, deixamos em nossa especial estação.

Queria ter outra virtude - quem sabe, em outro ciclo - a de deixar, por momentos, minha roupagem material, que chora, sente e sofre, para abraçar minha essência e apenas sorrir diante das pessoas e almas que ficam para trás nas várias estações das minhas vidas...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fases...

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia, o outro desapareceu...

Cecília Meireles

Um dia de silêncio...

Dia silencioso...ou seria dia de silêncio?

Afinal, entre vazio, vácuo e nada paradoxalmente "existe" a semelhança do todo contido em sua negação. Não falar acaba, assim, expressando muito mais do que poderia ser falado por meio de frases polidas que segregam pedaços de verdade que insistimos em esconder de nós e dos outros.

Doce silêncio que revela tanto! Impacta no fundo de um grande lago que insiste em acalentar ondas tórridas de perturbações que, um dia, passam, como tudo mais na vida.

Quanto tempo tem o tempo do silêncio dentro de mim?

Não sei, ao certo, pois dentro, apenas, retumba o som inaudível do sentir não apascentado...