segunda-feira, 31 de outubro de 2011

\o/ Fàilte, Beltane \o/




No dia de transição, Beltane vindo, feriado chegando no horizonte, que iniciar essa alvorada com uma saudação para todas as pessoas... Que todos e todas experienciem, dentro de si, o conhecimento sagrado e milenar das reverência à anscestralidade. Que a VIDA possa brindar com tudo que, por mérito, possamos auferir. Que a sabedoria encontre esteio na ponderação e na razoabilidade. Que a horonabilidade prospere e que renda frutos!!! Hey ho!


“No devenir de batalhas e glórias de teu espírito andarilho...
Que o vento sopre sempre ao teu favor,
abraçando tua alma com acalentados sopros de renovação.
Que a terra sempre esteja firme sobre teus pés,
fixando tua trajetória na jornada da lapidação eterna da alma que tens de andarilho.
Que a água satisfaça tua sede no caminho, refrescando-te nos dias quentes em que te sintas desolado.
Que o fogo aqueça teu coração e o alimente de intensos voos, lembrando sempre que existe alguém que vela por ti em incontinentes brados.
E até que nos encontremos nessa e em outras tantas vidas,
Que a Deusa, de mãos dadas com Deus, embale teu espírito na palma da mão"

domingo, 30 de outubro de 2011

É véspera de Beltane!

Beltane é um festival predominatente solar e marca a união dos princípios feminino e masculino, numa verdadeira superação das dualidades para a gênese de um novo ser que, por momentos, é andrógino.

Aprecio perceber isso em Beltane... a sua eterna possibilidade de ser reinventado na pós-modernidade com o anacronismo de, nessa aparente "coincidência" voltarmos para a reflexão sobre a unidade que supera o dual.

Afinal, não é sem propósito que boa parte das interpretações de matrilinearidade são invocadas a partir da percepção de uma Deusa que concebe seu consorte, o que, para mim, grava no imaginário popular a senda da unidade espiritual que, em face da necessidade de propagação (reprodução para vivência em carne do arquétipo deídico), bifurca-se na genitalização dos consortes (macho e fêmea).

No imaginário popular, a data comemora os momentos festivos em que os pagãos reuniam-se em volta do fogo (elemento essencial da criação, egrégora do espírito), pulavam a fogueira em sinal de reverência à fertilidade que envolve o culto e, após, dirigiam-se às florestas para a consumação do hierogamos, ou seja, do casamento sagrado abençoado pelo próprio Casal divino e terreno.

Daí, nesse exato momento de encontros, a dualidade se superar na concepção de um novo ser que, da junção gamética, é UNO, e não dual. Isso mostra o quão divinos somos, ao mesmo tempo em que vivemos na contemplação dos segredos da Terra. Por isso que meu beltane, esse ano, terá um gosto diferente, dada a percepção em relação à dicotomia que se dissipa, pouco a pouco, em meu universo simbólico.

Somos tod@s UM, é bem verdade e, estamos duais em busca de equilibrium com as coisas do Sagrado... Só se torna possível conceber a unidade a partir da harmonização das dualidades que, em Beltane, reconhecem-se em suas integralidades e, a partir delas, fazem-se unas. Por isso não mais entendo que seja no princípio da complementariedade a junção das polaridades, mas, antes, na concomitância do que é dual, mas completo, o exercício - no momento do casamento sagrado - da porção de feminino e masculino presentes em cada um ou uma de nós...

Aliás, escolhi essa pintura para exatamente apresentar essa completude. A bruxa empunha a espada, símbolo sagrado do universo masculino, colocada para baixo, em reverência, ao lado do caldeirão, útero da Grande Mãe que, alimentado pelo fogo do espírito (o "sopro do dragão"), dá origem a mundos e universo (mundos e universos pessoais, que seja, mas conectados com a compreensão do Todo).

O boline, então, ao lado esquerdo da moça, encerra ambas as percepções, pois, arredondado, lembra as fartas formas de uma mulher prenhe, a Deusa dadivosa que dará à luz mais adiante. Tal instrumento (usado muito pelos druidas), porém, corta, tal qual o princípio ativo masculino que, adentrando a fêmea, invade o repositório sagrado para a união gamética.

Somos todos UM em Beltane...




Acordei em véspera de Beltane com aquela sensação blasè de viver a pelnitude de meus dias aqui na Terra, caminhando, sempre mais e mais, para o encontro com minha sacro santa essência.


Quer seja cultuando meus antepassados, bem como prestando dádivas aos elementos e à Sagrada Mãe, despontam meus dias como flores em um jardim que se renova a cada pôr-do-sol, lembrando-me da efemeridade de uma flor de cerejeira, que nasce já com a certeza de, ali adiante, voltar para o sagrado braço da terra acolhedora.


O ar, cálido, embala cada um dos meus cantos de agradecimento aos céus e à terra, música que faz meu coração palpitar em sintonia com a sonoridade universal que entoa um harmônico perfeito. Tônica de uma nota engendrada na mais perfeita lira de amorosidade, compaixão, porém, de força e determinação, pois, afinal, apenas uma lira com as cordas perfeitamente esticadas - e retesadas em sua determinação - conseguem transmitir a doçura!


O vento - nessa paisagem de Sir John William Waterhouse - acaricia o vestido vaporoso da jovem que, descalça, entra em contato com a sacralidade da Terra. A languidez de seu semblante transpõe a minha alma para mundos nunca antes conhecidos por essa egrégora, mas que são reconhecidos pela lembrança que reside em mim de querer retornar ao meu mundo maravilhoso, após cumprida cada uma das minhas missões por aqui.


É a alegria do pulsar que embala o desejo de ir adiante, amando...

sábado, 29 de outubro de 2011

Ouvindo os ciclos internos de renovação...



Existe um ditado popular de sabedoria incomum, apregoando que "para o novo entrar, o velho precisa sair". Longe de ser um convite ao expurgo - puro e simples - de paradigmas e modelos que já não mais fazem parte de nossas experiências, esse dito mereceu minha reflexão ao longo de um processo de muita introspecção, tendo como resultado - mais uma vez - um momento doce de dizer adeus, mesmo diante do pulsar do coração em prol da alma que eventualmente amamos.



Não!! Calma!! Nada de dor desta vez! Aliás, ultimanente minha sina tem me brindado de um continuum da mais pura calmaria interna, mesmo que o mundo, lá fora, esteja beirando o mais profundo caos.



Não estou vendo o caos, pois desde quando o raio caiu aqui na antena de tv a cabo, minha vida tem sido mais fecunda de pensamentos e reflexões ímpares, que estão a mover as peças do meu tabuleiro chamado "vida" [lembro-me de Gandalf dizendo que "pieces are moving", lembrando-me sempre da fluidez e da impermanência que, só agora, mais amadurecida, consigo sentir habitar dentro de mim].



As lágrimas de outrora - reflexos de um ego calejado em se fazer de vítima existencial de uma "teoria da conspiração cármica", cederam espaço ao suspiro lânguido de estar fazendo o que se deveria fazer, ao mesmo tempo em que a alegria - apenas ela - passou a habitar a memória de reminiscências recompostas, habitat de outras demandas encarnacionistas que, na espiral cósmica que a Grande Mãe nos revela, traz algozes e vítimas para o compartilhamento das experiências de superação recíproca.



Nunca tive dúvida do grande e sábio sistema que a Natureza-Mãe se nos coloca para a composição das almas que precisam seguir adiante: tod@s somos espelhos que projetam, reciprocamente, expectativas não cumpridas, promessas desfeitas e dor, sentimentos que, ao longo de eras e eras, pressupomos ter como depurados, para que as almas outrora desafetas, possam seguir incontinente seus maravilhosos rumos espirituais rumo ao Infinito.



Mas, em meio à tanta teoria - muitas leituras, muitas práticas e vivências em vários nichos - nunca tive a oportunidade de internalizar os ares dessa mudança: sentir é bem diferente de pensar e, dentro disso, definitivamente é pelo sentir que o caminho da transcendência e do conhecimento etéreo é plasmado em nossos trilhares.



Talvez porque as experiências pretéritas tenham definitivamente trazido para minha alma a "sensação" de serem realmente aprendizado. O que desejo compartilhar, como o tema que propus em cima do dito mencionado, é mais ou menos isso: para as novas experiências de vida terem anteparo no sentimento, o racional (esse velho decrépito, fruto de uma apartação forjada, já lá na Grécia pós-socrática e perpetuada, em um segundo momento, pelo Renascimento Iluminista) precisa ir embora...



Quando é hora de dar adeus, é hora de dar adeus, pois os ventos frescos da mudança não sopram em meio ao que está petrificado em espírito...



É "deixar de pensar" e se lançar no devaneio da nau sem rumo? Não, não é a isso que me refiro, mas, antes, à necessidade de sentir mais e racionalizar menos, porque os verbetes "e se", "quando", ou "por ventura" sempre nos colocam na exata angústia de um sofrimento que, de fato, no mundo, sequer existe - a não ser em nossas cabeças...



Com essa sensação da mais pura bem-aventurança, que venham os finais de tantos ciclos quantos forem necessários para que todo esse movimento me leve, ao final, para o abraço acalentador do pós-vida, entregando-me ao Infinito com a certeza de que fiz e dei o melhor de mim nessa linda encarnação! Fàilte, novo ciclo em mais outros tantos ciclos de Luz!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Novo blog no ar: Bipolares S.A.

Na viradinha para um final de semana de prévia de Beltane, notícia melhor não poderia dar!

Uma turma muito legal - meus alunos e minhas alunas - da faculdade se reuniu para formar o blog Bipolares S.A., com uma proposta inovadora e bem-humorada de discutir os assuntos mais variados e polêmicos, sempre com um toque de sofisticação e respaldo argumentativo.

A Elis Mendonça - uma das colaboradoras do blog - gentilmente me entrevistou sobre violência de gênero e contra a mulher, um momento de muita descontração para tod@s .

Segue o link do blog, IM PER DÍ VEL: http://bipolares-sa.blogspot.com/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Os fogos de Beltane e o giro da roda do sul...

Na última década de movimentação do neopaganismo no Brasil e no mundo, o dia 31 de outubro tem trazido uma novidade especial para o povo brasileiro.

É a ocasião em que os noticiários anunciam reportagens repletas de alusão ao imaginário popular estadunidense da celebração de Halloween, momento em que as crianças, vestidas de monstros, fadas, bruxas e vampiros, saem de casa em casa entoando a fórmula "mágica" - tricks or treats (gostosuras ou travessuras) -, na esperança de terem suas sacolas recheadas de guloseimas que desafiam qualquer dentista mediano a gastar amálgamas e amálgamas nas reconstruções dentárias das crianças.

Sem entrar numa odisseia sobre a "origem", etimologia ou terminologia do evento, acho importante, em véspera de Beltane, diferenciar esse Festival solar de alegria com a festividade que faz parte da cultura popular estadunidense, a partir do que Beltane (ou Beltaine) representa em termos de giro da roda do ano, ou, para mim, do ciclo de adoração dos ancestrais em conexão à Natureza Sagrada.

A antiga e nobre arte da bruxaria coliga-se aos ciclos naturais e, por conta disso, não poderia ser diferente a disposição, em cada hemisfério, das festividades a serem celebradas, já que, ao final, o que se pretende é a celebração da sazonalidade da Natureza plasmada na experienciação do humano.

A Sacra Physys (Natureza) segue seu próprio ritmo de nascimento, crescimento e morte, numa espiral que se renova, dia após dia, estação após estação, sempre trazendo um diferencial relacionado às etapas dentro de um continuum que se renova, por, de fato, não ter fim. Assim, para celebrarmos a roda do ano importante a consonância com nosso ritmo interno de pulsação, harmonizando-se mente, corpo, alma e psiquê à confluência dos poemas dadivosos que a Natureza revela, quer seja no equilíbrio entre os elementos, quer seja no silêncio da reflexão para a "escuta" do Universo.

A sazonalidade, para mim, respeita o fluxo constante do que a Natureza se me coloca, por meio da disposição de seus "ritos" materializados nas estações dispostas segundo o hemisfério sul [logo, logo chegarei ao Halloween], que irradiam os efeitos para cada parte de nossos corpos. Quem não sabe das lunações que influenciam marés e fluxos menstruais?

Aqui no cerrado, por exemplo, na época de seca - sincrônica ao outono/inverno - nossa pele e lábios ressecam, racham. A umidade do ar diminui, lembrando-nos da necessidade de nos guarnecer da preciosidade da água e, na escassez dela, harmonizarmo-nos com os demais elementos, aguardando a chegada da purificação.

Tanto que, esse ano, diante de uma seca sem precedentes na história (por volta de 5% de umidade, segundo "dados oficiais"), a primeira chuva que chegou à cidade trouxe uma egrégora de agradecimento geral, pois as pessoas, de seus lares, deram aquele suspiro "ahhhhhhhhhhhhhh" a uma só voz, que ecoou ao Infinito.

Assim, o Solstício de Inverno, aqui, no hemisfério sul, chega por volta do dia 20 ou 21 de junho, enquanto, no hemisfério norte, chega por volta de 20 ou 21 de dezembro. Samhaim, por aqui, celebra-se em maio, Yule em junho e por aí em diante.

A egrégora de poder, a partir de tal ciclo inerente à Natureza, é diferente no hemisfério sul, se confrontada com o hemisfério norte, fazendo uma importância enorme a celebração no pulsar segundo o giro da Terra, já que a comemoração sazonal segue esse ritmo incessante, para adequar nossos relógios internos, biológicos, ao ritmo da Natureza e, portanto, da Terra.

Com isso, o respeito aos ciclos da Natureza passa a ser uma demonstração de perfeito ajustamento e criação da Terra de suas condições de plenitude. Daí, nesse sentido, as estações do ano, o sistema de rotação da Terra em torno do Sol e, portanto, a própria rotação em torno de seu eixo serem parte de tamanha perfeição e internalizados, como habitus, pela ancestralidade.

Os antigos, muito antes da ciência explicar o efeito Coriolis (resultante da rotação da Terra em torno de seu eixo longitudinal. Observe o ralo da pia: ele girará no sentido anti-horário no hemisfério sul e no sentido horário no hemisfério norte, por conta da diferença entre os pólos nesses dois hemiférios), já sabiam disso.

O mesmo pode ser dito em relação às estações do ano, que são invertidas nos dois pólos, trazendo uma distinção entre as celebrações sazonais nesses dois pontos específicos.

Em outubro no hemisfério norte, a adaptação de práticas puritanas ao ideario tomado como pagão resultou na festa de Halloween, que não se confunde com a celebração, por volta dessa mesma época, do festival de Samhaim, ocasião em que o véu entre-mundos se desfaz para a porosidade de conexão das egrégoras de vida e de morte.

Uma celebração relaciona-se com o puritanismo protestante que se desenvolveu - ao longo do processo histórico de ocupação e povoamento da colônia - nos Estados Unidos; outra está intimamente relacionada com a repaginação mítica dos recortes da movimentação do neopaganismo, em boa parte de suas vertentes e manifestações de tradição europeia.

Assim, pelo giro de roda do sul, não estamos em "véspera" de Samhaim e muito menos o Halloween é considerado data comemorativa da roda do ano celta. Nem wicca. Quando se fala em "dia das bruxas", não se pode ter como sinônimas essas datas e, o que se tem como mais absurdo, não acho sequer razoável a publicidade em torno das "bruxas de ocasião" que, todo ano, povoam os noticiários para mostrar uma cultura que, de fato, nada tem a ver com a repetição da prática de Halloween. Simples assim.

Beltane é uma comemoração solar, um festival ígneo por natureza e, por essa razão, é antípoda a Samhaim (que celebra o além-vida). É uma época de encontros e uniões, em ritos de fecundidade e fertilidade, marcando a junção Sagrada entre as polaridades do Universo, a simbiose entre os princípios masculino e feminino.

O momento, em Beltane, é de festividade, musicalidade, movimento na espiritualização (basta lembrar que o fogo é o elemento do espírito, o "hábito" do dragão, que dá origem à toda vida). Iluminação, tochedos e cânticos para celebrar o encontro sagrado entre anima e animus, masculino e feminino, Deusa e Deus em seus arquétipos incorporados.

Segundo a lenda, as concepções em Beltane eram abençoadas pelo próprio Casal Sagrado, como forma de prestigiar a humanidade com o acesso à sacralidade dos sìdhes, moradas inalcançáveis dos deuses e das deusas.

Tal celebração nada tem de similitude com a data que se pretende incorporar ao calendário brasileiro como "dia das bruxas", porque, nessa época, estamos em pleno pico da Primavera, saídos de Ostara, um festival de renovação de colheita (uma das grandes colheitas da roda do ano). A alegria contagiante de Beltane destoa, assim, da austerida e da introspecção presentes em Samhaim. São risos, e não silêncio, que precisamos, até o dia 31 de outubro, cultivar dentro de nossos corações e práticas...

Fàilte, Beltane!

sábado, 15 de outubro de 2011

Apreendendo as lições da vida num opúsculo de amora...

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A cada dia aprendo algo novo com a minha amoreira...Tempos atrás, aprendi sobre o amor, sobre a dor, assim como aprendi sobre os ciclos.

Hoje, contudo, embaixo de uma fina garoa, apartada pelas folhas que me protegiam do espetáculo da chuva cálida, aprendi sobre as oportunidades que a Vida nos traz.

Saí da cozinha com uma bacia funda, decidida a colher todas as amoras que estivessem ao alcance da minha vista. Muito detalhista, queria observar todos os ramos para, com precisão cirúrgica, colher "todas as amoras do mundo", do meu particular mundo imerso numa amoreira...

Estava atenta, pegando, em cada ponto, meticulosamente percebido, uma frutinha. Meu objetivo era "exaurir" a amoreira, extrair todos os frutos e completar a bacia funda que havia escolhido para a gulodice. Cada pontinho arroxeado era o bastante para atrair minha atenção, de modo a me orientar para uma "pesca" de amoras a completar alguma coleção (que coleção?)

Quando me voltava, contudo, para o mesmo galho onde outrora havia pego uma amora, providencialmente "aparecia" outra. Como isso era possível? Afinal, toda minha concentração focou-se em visualizar e "rastrear" todos os frutos ao alcance da minha mão... Mágica? Bruxaria? Ilusão de óptica?

Nada disso!

Quanta ingenuidade!

Não "apareciam"mais amoras. Nada surgia do nada, fruto de um acaso ou de partenogênese.

As amoras sempre estiveram lá. Estavam lá o tempo inteiro ao meu alcance. Mas, preocupada demais em "não deixar passar detalhe algum" sobre a estratégia de coletar "todas as amoras do mundo", eu não as via...

Eis a Vida com suas amoras que, por atribulação ou descuido, não colhemos!

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Quando nos conectamos com nossa própria Lua...

Lua Cheia, Lua Plena, plenilúnio novamente! Desde as 02h05 estamos sob os bons auspícios da Lua Cheia, emblemática e misteriosa diva que, desde épocas imemoriais, sempre esteve a nos brindar com suas bençãos prateadas.

Hoje a saudação a ela foi regada a um sentimento enorme de bem-aventurança em nosso lar. De uma maneira nada sincrônica, quem haveria de vir veio e, claro, quem estava fora da egrégora sequer aqui apareceu. Foi muito interessante perceber a movimentação do Cosmos quando, na hora em que estava limpando meu lar com acetona borrifada nos cantos, tive o insight de conclamar a proteção para toda energia dissonante da minha sequer aqui chegasse.

O lar é o local mais abscôndito de nossa alma, pois é o habitat onde passamos boa parte do tempo livre. Razoável que, nesse "castelo" conjugado, findemos por invocar cânticos de proteção e harmonia. Exatamente com essa percepção concentrei-me na atividade de lidar com eventuais resquícios de outras pessoas e energias. Isso foi tão forte que, a certa hora, percebi que as pessoas que havia convidado para compartilhar a celebração não vieram.

Ao final, o clã reunido! sempre! Hey ho!