segunda-feira, 16 de junho de 2014

Dia de Fand, a deusa celta do Mar!

Dia 16 de junho tradicionalmente é dedicado à Fand, esposa de Manannan Mac Lir, deus dos mares, conhecida por "Pérola da Beleza" (tradução de seu nome) e originária - segundo lendas irlandesas - do Mar de Manx. Ligada afetiva e sexualmente a Cuchulainn (amor mortal), a quem se unia sempre de forma tempestuosa.

Metafmorfa, Fand transformava-se em gaivota juntamente com sua irmã Li Ban, sendo a ela unida por uma corrente de ouro, enquanto outros seres mágicos eram cingidos por liames de prata (isso mostra bem a grandiosidade de Fand). 

Seu encontro com Cuchulainn - o herói mítico irlandês - é cercado de ambígua agressividade (não poderia ser diferente em se tratando do herói temperamental das sagas célticas) - uma vez que este fere Fand quando ela se encontra em sua forma de gaivota.

Isso porque, Cuchulainn desejava capturar um pássaro esvoaçante para presentear sua mulher e, no ímpeto, fere a deusa, que passa a voltar contra o herói toda sua fúria de deusa vingativa, perseguindo Cuchulainn às margens de um lago, juntamente com sua irmã-gaivota Li Ban e um grupo de mulheres, todas a espancar o guerreiro. 

Como toda narrativa celta, Cuchulainn não sabe, ao certo, se teve um sonho ou se o evento ocorreu, mas, ao final, durante todo o intervalo de tempo de um ano, ele ficou enternecido pela deusa, sempre envolto nesse episódio entre-mundos, preso entre o sonho e a realidade, num torpor invencível por mediamentos comuns.

Segundo alguns historiadores, o deus Mannanan Mac Lir, tomado por ciúmes, deixou Fand durante esse período em que Cuchulainn prostrava-se em sonho quedando adoecido. Com isso, tornou a deusa vulnerável aos invasores formoire que tentavam sitiar a Irlanda, fato este que trouxe a necessidade de buscar Cuchulainn para que voltasse à batalha, já que Fand, deusa de cura, não poderia lutar contra os invasores (era contra sua essência).

No ano de Samhain o véu tornou-se mais fino e, com isso, Cuchulain pôde retornar e lutar contra os formoire, alcançando, assim, o êxito na batalha. 
Cuchulainn sai vitorioso sobre o Formorians, ao mesmo tempo em que se torna amante de Fand, despertando, com isso, ciúmes de sua esposa Emer.

Ao final, Mac Lir, vendo que o relacionamento entre Fand e Cuchulainn poderia colocar em risco o mundo das fadas e dos humanos, envolveu a esposa em seu manto mágico, fazendo com que ela esquecesse seu amado. Com a ajuda de druidas, o deus deu ao guerreiro uma poção mágica de esquecimento e, com isso, devolveu-o à sua esposa Emer.

Arquetipicamente, Fand relaciona-se à ligação entre os mundo físico e etéreo, lembrando-nos da responsabilidade de nossos atos (ela retorna para seu marido, ao mesmo tempo em que nutre, ainda, o amor por Cuchulainn). Consciência e responsabilidade, eis as palavras para acessar a egrégora de Fand. 

Ela nos auxilia na passagem do estado de consciência diuturna (responsabilidade), para um estado alterado de consciência no qual qual a mágica acontece (mundo das fadas do qual é guardiã da entrada). Além disso, Fand nos encaminha para a cura emocional (lembrando que a água é o veículo condutor disso), por meio da compreensão de nossa verdade mais profunda (no plano da psiquê).

O dia de hoje pode ser dedicado à meditação nas águas, bem como à reverência à deusa, por meio de atividades reflexivas e de cura, ou, ainda, por meio do uso de cristais transparentes ou azuis, bem como de ervas lunares.

Fonte da imagem: http://www.manannan.net/images/manannan/duncan-manannan.jpg

domingo, 15 de junho de 2014

O apagar das luzes no Solstício de Inverno e a proteção de Cailleach, a senhora azul do Inverno!

Fonte da imagem: http://www.thehedgewitchcooks.co.uk/wp-content/uploads/2013/09/Cailleach_crone-goddess-pic.jpg

Dia 21 de junho o hemisfério Norte comemora o Solstício de Verão, marcando os festejos de Litha (no paganismo wiccano) - data solar - em contraponto à roda do sul a girar em Yule no Solstício de Inverno (exatamente às 07h52min), Meitheamh ou Alban Arthan na roda celta de celebração de colheitas, virada para a hibernação e reflexividade. Período de fortalecimento interior, regeneração e mudanças, marcado pelo recolhimento na total escuridão da alma., dentro da qual desponta a hibernação para a renovação.

As noites tornam-se mais longas que os dias e o inverno se estabelece, despontando o verdadeiro ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, introspecção e ao desapego, por meio da queimada do que não desejamos mais.

Aqui no cerrado o inverno já desponta no horizonte, quer seja pelo frio intenso (que nos direciona para o abraço quente do parceiro a envolver nossa alma e aquecer o coração), ou pela baixa umidade que se faz sentir na pele ressequida a demandar mais hidratação.

Não importa o clima...

Na senda espiritual é tempo de reverenciar o frio, bem como a deliciosa sensação de parar, hibernar, estagnar o metabolismo e guardar as reservas para enfrentar o frio. O inverno sempre remete à ideia de parada, bem como à mudança e renovação, pois se trata de uma estação fortemente relacionada aos mistérios da morte e da regeneração.

É tempo de celebração à Cailleach, a anciã-mestre do Inverno! Tanto a rica mitologia irlandesa como a galega reverenciam a Deusa Cailleach, anciã de pele azul e de um olho só que protege os animais durante o inverno. Reza a lenda que seu olho tinha uma acuidade a alcançar 20 km à frente, em uma velocidade de percepção incomum aos mortais.

Cailleach Bheur (Escócia) ou Cailleach Bhéirre (Irlanda) representam a soberania, senhora do frio, da terra, das rochas, dos rios, pântanos, mar e dos lagos, sendo a mais representativa e emblemática figura de respeito, reverência e ancestralidade dos povos. Toda a mudança climática envolve o sopro da presença da deusa anciã a deixar sua marca por onde quer que passe...

Isso tudo graças ao seu cajado mágico - slachdan - com o qual moldava a terram controlava o tempo e congelava o chão a cada toque (onde a deusa lançava sua lança nada crescia). De outra sorte, Cailleach transformava-se em pedra, tendo, assim, intrínseca relação com o submundo, já que seu nome traz à tona a menção de "mais sábia das mulheres". 

Ora representada totemicamente por uma coruja - oidhche Cailleach - ou pelo veado magro (inerente ao rigoroso inverno a consumir as forças), a deusa-anciã remonta à regeneração da Terra, já que desponta como a deusa da última colheita da roda do ano - Samhain.

No dia 21 de junho a celebração invernal nos remete ao verde, vermelho, ao pinheiro e às folhas, sobretudo, queimadas pelo frio e pela neve. Época auspiciosa para caldos, sopas, bebidas quentes...É o coração se preparando para a próxima colheita!

Fonte da imagem: http://sp0.fotolog.com/photo/0/2/6/ssuper_dooperr/1213113503189_f.jpg


terça-feira, 10 de junho de 2014

Esbat, sexta-feira 13 e Mercúrio retrógrado: haja fôlego para tanta configuração!!!

Fonte da imagem: http://soprosolar.blogspot.com.br/

Depois dos ânimos arrefecidos por conta do início das festividades da Copa do Mundo de 2014, dia 13, sexta-feira, traz uma miscelânea de situações convergentes de importante expressão para o mundo mágico e astrológico. 

Primeiro, a velha mítica de que se cerca a noite da sexta-feira 13, sempre associado a reuniões, sabbats e idiossincráticas festividades atribuídas às bruxas, quase todas ligadas a voos em vassouras ou, ainda, a formação de círculos de poder. 

O número 13, reduzido ao 4 (1+3) na numerologia pitagórica, relaciona-se à praticidade, bem como ao espírito de organização e sistematização, revelando a natureza de pessoas firmes, decididas, proativas e dotadas de sentimento de pragmatismo e, acima de tudo, atitude. 

Aliás, estabilidade, firmeza, segurança e ordem são as palavras que representam bem o número 4 (quadrado, desenho geométrico que marca tal estabilidade). Ligado intrinsecamente ao elemento Terra, bem como ao amarelo, vermelho e ao laranja, cores que bem expressam tal relação, suscitando, ainda, o lado racional, bem como o conservadorismo e, em certo sentido, o conformismo em relação à manutenção de rotinas.

Número também relacionado ao trabalho, à jornada intensa, bem como ao sentimento de merecimento em função da dedicação, o número quatro expressa as atividades práticas e que exigem esforços. Fidelidade, lealdade, honestidade e sentimento de justiça são características do número quatro, que marca a natureza de pessoas que sempre estão dispostas à dedicação total, digna de uma devoção clânica. 

Sexta-feira, dia de Vênus (panteão romano), Afrodite (panteão grego), Freya (panteão nórdico) ou, ainda, Brighit ou Morrighan (dependendo de qual faceta do amor estamos referendando). Cernunnos igualmente é reverenciado nesse dia, por ser o contraponto celta ao arquétipo do amor (não compreendido, contudo, no sentido romântico do termo, mas, antes, na visceralidade do que a relação sexual tem de pulsão).

Retrógrado desde o dia 07 de junho, Mercúrio nos encaminha para a incerteza, a indecisão e a dúvida no que diz respeito às decisões, ficando assim até o dia 1o. de julho. Por conta disso, a prudência sempre aponta a necessidade de adiamento de tomada de decisões, por meio da atitude reflexiva de amadurecimento das ideias até a virada astrológica. 

Além disso, até o dia 20 de junho, Marte estará em quadratura com Plutão, potencializando, ainda, a energia de Urano em uma explosiva mistura a desencadear irritabilidade, crises e desavenças, motivo bastante para que possamos nos observar mais e administrar a conturbação.

Estou pensando no Esbat dessa sexta-feira, data auspiciosa para trabalhar atributos relacionados à prosperidade, fecundidade, ao trabalho bem como à superação de paradigmas obsoletos - por meio da construção de novas metas e potencialização dos atributos.


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Oroboros: quando o fim é o começo

Fonte da imagem: http://es.wikipedia.org/wiki/Eternidad
A inexorável lei de retorno faz com que nos dirijamos aos confins do Universo para paradoxalmente unirmos os fins aos começos. Por mais absurdo que possa parecer essa frase, estive nela pensando boa parte do meu dia, deparando-me com mais uma situação peculiar que findou por confirmar - no vasto mar das experiências que vivi - o quão relevante e rica é a superação dos ciclos, mesmo que isso leve uma vida inteira.

Reencontrei em meu trabalho uma pessoa com quem travei inúmeras batalhas egoicas ao longo do meu curso de graduação: coisas de carma propriamente dito, uma vez que passamos boa parte do tempo trocando farpas durante o curso de Direito. 

Ao final de quatro anos o exaurimento preencheu minha alma de tamanho cansaço que desisti - não sem tragicamente proceder ao corte visceral das conexões energéticas que nos jungiam - de qualquer tentativa de manter contato e respeito em relação a ele.

Na verdade uma fenda dolorida abriu-se em meu cardíaco, o bastante para sempre retornar à mente as mazelas que, em minha perspectiva, essa figura "aprontava" para mim (presa ao conceito vitimizante de gratuidade na ação alheia). 

Passei quase 18 anos com esse perigoso cancro residindo em minh'alma, sem qualquer possibilidade de resolver o ponto nodal, já que alimentava - no plano do pensamento que sempre finda por criar formas energéticas nebulosas - ressentimento, mágoa e, portanto, vivificação eterna da dor experienciada.

Pois bem...

Assim como o espaço-tempo curvo pode concentrar-se em si e devorar sua cauda de oroboros - renovando as esperanças de se transformar - reencontrei essa pessoa no ambiente de trabalho e, depois de tanto tempo - e, claro, de conversar normalmente sobre a frugalidade da vida - hoje, exatamente hoje, quando estava sentada embaixo de uma árvore frondosa, percebi (por ter sentido isso) que, dentro de meu coração, as razões pelas quais o cancro era alimentado desapareceram. 

Comentei com ele isso e minha alma simplesmente sorriu para mim, porque redescobri, em mais uma experiência, o significado da superação. O que é, pois, superar? É simplesmente revisitar fatos passados sem a lembrança emocional da dor, ira ou do ressentimento. É olhar, talvez, para o outro e vê-lo tão grandiosamente frágil como nós mesmos somos, o tempo inteiro.

Acabei descobrindo - por ele ter me contado isso - os percalços pelos quais passou nos últimos tempos, obstáculos em cima de obstáculos que simplesmente transmutaram a ideia que tinha a respeito dele no mais profundo sentimento de calmaria, contemplação e empatia. Olhei-me, enfim, no espelho e, quebrando-o, devorei minha cauda para renascer em meio aos processos deixados para trás.

Família, relacionamentos, profissão, depressão foram os temas de sua vida. 

Humano, demasiadamente humano, com todas as vicissitudes inerentes à nossa condição sui generis. Ao pensar nisso veio à mente a ideia de eterno retorno, bem como a percepção sobre como a vida - em sua sábia sincronicidade - encontra sempre um jeito de proporcionar os encontros providenciais para que possamos resolver dentro de nós situações que, ao final, não passam de criações de nossa mente.

Consumindo nossas caudas renascemos, edificados em nossas ranhuras, podendo, com isso, olhar para o horizonte desconhecido com outras lentes!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ataques psíquicos e bloqueios energéticos (I): algumas dicas

Fonte da imagem: http://tudosobremagiaeocultismo.blogspot.com.br/2012/09/autodefesa-psiquica.html
Certa vez comentei em uma roda de pessoas querida sobre certa tendência ingênua em alguns "setores" da Arte a respeito do fluxo energético no plano extra físico (ou astral), pois usualmente se tem a ideia pueril de tudo ser um mar de rosas ou, então, inexistir a canalização de energia para a prática de malefício a alguém. 

Se é bem verdade que a energia pode e deve ser conduzida de acordo com o que plasma seu emissor, de outra sorte não se pode negar a existência de bruxos, bruxas, magos, feiticeiros e feiticeiras que optam - dentro do livre arbítrio que supostamente nos é inerente (apesar de eu estar bastante desconfiada desse conceito ultimamente, por acreditar em nossa suscetibilidade à manipulação no plano etéreo) - por deliberadamente prejudicar outra pessoa. 

Ou, ainda, não tendo conhecimento de suas mazelas, agem no inconsciente (fincadas em memórias ou reminiscências de outras existências), dando azo para influências de outras energias sencientes que agem no plano astral. 

Dion Fortune no livro Autodefesa psíquica coloca com maestria tal questão, apresentando técnicas e estudos de caso que enfrentam nossa capacidade analítica em compreender tais ataques, mostrando, por outro lado, como podemos construir bloqueios em relação a energias não amistosas. 

Como primeira "regra", a maga branca primeiramente esgota todas as possibilidades que a ciência (no caso, a Psicologia) apresenta como respostas ao fenômeno (a exemplo de transtornos dissociativos) para, depois, adentrar a seara do fenômeno psíquico propriamente dito e, dentro dele, empreender às respostas para os casos de ataques psíquicos.

O primeiro sinal manifesta-se em colapsos ou esgotamento psíquicos engendrados em nível subconsciencial, uma vez ser esse o setor de nossa psiquê que primeiramente capta - como um grande radar - toda sorte de energias que estão à nossa volta (só depois que o consciente, domínio da racionalidade, decodifica isso e, ainda assim, de maneira superficial e pouco sofisticada, já que busca relações causais mais óbvias para a situação de ataque). 

Com isso, segundo Dion Fortune, quanto mais densa é a barreira entre a consciência e a subconsciência, mais difícil é o ataque se instalar, por simples força da nossa incapacidade de compreensão do fenômeno que "escoa" do mundo subconsciencial para o cognitivo consciencial. 

Sem bem entender esse fluxo, a vítima em potencial do ataque não consegue traduzir para o mundo da consciência o significado, por exemplo, da sugestão e/ou da hipnose, não se tornando, assim, tão suscetível à manipulação. 

Dentro do tema "sugestão", lembro-me de uma colega de trabalho - uma maga que se apresenta como sendo de luz, mas que paradoxalmente adota uma postura que desafia todo e qualquer paradigma nesse sentido - que sempre finaliza suas frases repetindo determinado comando para o interlocutor, principalmente a frase "entendeu?". Ou, ainda, repetindo a frase que traz o comando que deseja inocular na mente do interlocutor, técnica clássica de sugestão. 

Quando a vítima em potencial ouve incessantemente tal comando, seu cérebro já grava a assertiva, agindo, com isso, na replicação da informação enviada pelo emissor. Essa colega - uma pessoa que tentou me prejudicar durante algum tempo sem que eu percebesse se tratar de um ataque psíquico manipulativo - repetia, olhando fixamente para os olhos (outra forma de conduzir o ataque), a frase, um mantra que, ao final, era extremamente eficiente. Nada muito sofisticado, pois para quem está acostumado com programação neurolinguística, esse procedimento é usual e básico. 

Mas, por outro lado, os neófitos na arte oculta desconhecem tais técnicas e, com isso, quedam nas teias de estratégias dessa natureza, colocando-se à disposição - como carneiros - de pessoas manipuladoras e que se aproveitam da boa-fé (a exemplo dos vampiros energéticos).

É a clássica reprodução do ditado "a magia alcança quem acredita nela", por mais que isso possa ser um clichê repetido diuturnamente. Os incrédulos, com isso, são os mais protegidos de um ataque, porquanto estabelecem fronteiras naturais de bloqueio da energia que somente se propaga quando esse fluxo é fecundo para o espargimento da informação. 

Quando o ambiente é inóspito nada pode vingar em termos de atividade sensorial: isso vale tanto para o que se plasma no mundo físico, como também para o que está além de nossas fronteiras (as above so below, como dito no princípio hermético). 

Por isso, o conselho mais direto que posso compartilhar com os neófitos na Arte diz respeito a não se envolver, não conhecer e não buscar compreender a não ser que realmente se aprofunde o bastante para, conhecendo a síntese de um ataque, possa realizar um bloqueio. Nossa ignorância é, com isso, nossa maior força!

Mas para quem deseja entrar no mundo mágico - não posso, afinal, limitar ou impedir ninguém de fazer o que sua vontade determina - alguns procedimentos são essenciais para se identificar e bloquear um ataque. 

Primeiro, observar o ambiente. É possível desenvolver a sensitividade em perceber a densidade do meio em que nos encontramos, quer seja por meio do tato, como também da audição, da visão e até mesmo do olfato. Essa correlação sinérgica nos poupa permanecer em um local com alta densidade inóspita.

Um fato curioso aconteceu comigo e com um amigo ontem. Fomos almoçar em um restaurante natural em que usualmente as pessoas fazem suas refeições em silêncio e em uma névoa de calmaria. Pois bem: ontem o ambiente lá estava denso, carregado (sempre tenho a sensação de entrar em uma gelatina, como se saísse da vaporosidade para um plano mais letárgico), bem como as pessoas falantes e o nível de decibéis altíssimo. 

Não foi possível conversar usando um tom baixo e harmônico ontem e, ao final do almoço, fomos impactados pela queda de energia no ambiente, pois faltou luz o bastante para que até mesmo os caixas não funcionassem (meu amigo teve o beneplácito de não pagar a conta em face disso). 

Como se isso não fosse o bastante, enquanto aguardávamos na fila fomos impactados por um odor de fezes de cavalo fortíssimo advindo de uma mesa em que ansiosamente um yogue (ou facilitador de yoga) articulava-se com seus colegas (ou amigos, não sei). 

Trata-se de outro sinal de ataque psíquico, materializado no fenômeno da repercussão, ou seja, a plasmação no mundo denso ou físico do que acontece em nível etéreo. Quando hordas de energia putrefata é liberada por formas-pensamento desagregadoras é possível reverberar no ambiente um odor podre, que ora lembra carne decomposta, esgoto, fezes ou lodo, outro sinal claro de ataque psíquico, sobretudo quando apenas algumas pessoas sentem o odor.

É comum uma sensação de medo ou opressão no chacra cardíaco, como se o coração estivesse sendo apertado entre as mãos. Algumas pessoas já falaram para mim de uma sensação de perda de gravidade depois dessa sensação de aperto, direcionando a vulnerabilização para uma síndrome de pânico que nos desaloja do controle de nossa sensitividade. 

Como, então, diante desse panorama dantesco, podemos nos preservar de um ataque? 

A própria Dion Fortune dá uma excelente dica: estados de sublimação anímica favorecem o ataque (por exemplo, manter uma dieta vegetariana ou fazer jejum), de modo que, para evitá-lo, basta se alimentar com carne, para que se torne o corpo físico denso e menos suscetível ao opressor. 

Quando sei a fonte emissora e tenho que frequentar o mesmo ambiente que ela visualizo a imagem dela e risco um "x" mental nessa imagem, ao mesmo tempo em projeto três vezes a imprecação "(Fulano, Fulano, Fulano, tuas maldições, mil artes de embruxar contra mim são impotentes. Pelos poderes do céu, da terra, da água e do ar as ti retorno todas inclementes. Das tríades das forças benfazejas, que tu, somente tu, Fulano, atingido sejas", postulado de retorno na lei tríplice (ou de ação e reação). 

Sob hipótese alguma emito mentalmente imprecações, vocalizações ou meditações usando a palavra "não", pois a mente primitiva não reconhece essa palavra, de modo que, ao ser invocada, ela, a bem da verdade, reforça a ideia que se deseja expurgar. 

Tenho em minhas roupas íntimas - de maneira bem discreta e longe dos olhares curiosos - um cristal de proteção (descobri agora a quiastolita, a bola da vez, juntamente com a turmalina negra, a vassoura de bruxa e outras tantas gemas de coloração escura) que sempre limpo depois de um dia de trabalho em água corrente e programo de tempos em tempos quando mudo o ambiente em que irei penetrar. Sem deixar de mencionar, claro, exercícios de limpeza de chacra, meditação etc., banhos com ervas e, claro, o famoso galho de arruda atrás da orelha!

Que mundo lindo esse!




terça-feira, 3 de junho de 2014

Tempos de recolhimento e a descoberta da quiastolita

Que outro lugar podemos buscar para descansar a alma do dia-a-dia em que vivemos diuturnamente que não nossa própria casa? O lar é, sem dúvida, o porto seguro necessário para recompor as energias e encostar a cabeça assolada pela pós-modernidade perdida em seus pensamentos de competitividade, materialismo e indiferença estruturais. 

Em idos de inverno (dia 21 de junho às 10h51) a premência por descanso e desaceleração ainda demanda mais atenção e foco, pois se trata de um período de hibernação, dentro do qual a Natureza se prepara para a inerente escassez de energia, bem como para as trevas decorrentes da movimentação do Sol. É tempo, enfim, de recolhimento!!!

Em meio a tais pensamentos ontem fui até a lojinha Mágica da Dorothy (Canto dos Encantos, SCLN 210) - lugar onde encontro os instrumentos e ingredientes usados em meus trabalhos mágicos - para buscar o jogo de runas de pedra-da-lua indiana que ela havia separado para mim quando recebi uma agradável surpresa: um presente mimoso ofertado por ela, uma lasca de quiastolita, um cristal relacionado à proteção.

Fonte da imagem: http://caminhodoscristais.blogspot.com.br/2011/03/pedra-de-cruz-ou-quiastolita.html

Sempre que recebo um presente ou alguma informação a respeito de um instrumento mágico busco estudar suas propriedades mágicas, com a finalidade de explorar melhor as opções que o objeto de poder traz em termos de utilização. 

No caso da quiastolita - também chamada pedra-da-cruz - o trabalho de pesquisa foi bem satisfatório, a começar do desenho, pois o cristal - cortado longitudinalmente - traz uma espécie de cruz ou de trevo em seu desenho, muito bonito. 

Mais do que um cristal "bonitinho", a quiastolita constitui um poderoso escudo de retenção de energias contra nós direcionadas, com a virtude de devolução à fonte emissora do que foi enviado. Ou seja, uma pedra reativa, que não se contenta em apenas proteger o/a portador/a, mas que retribui - dentro da óptica de ação e reação - o que é lançado para a pessoa. 

Além de tal propriedade, a quiastolita dissipa pensamentos e sentimentos negativos, eliminando conflitos e favorecendo soluções amigáveis. Com isso, soluciona problemas que aparentemente estão fora de nossa alçada, ajudando-nos, ainda, a superar nossos condicionamentos mais arraigados.

Como sempre, costumo programar a finalidade do cristal segundo a fase da Lua, bem como o signo em que ela se aloja, para potencializar mais os efeitos almejados. Tomo a cautela de limpá-la adequadamente em água corrente, consagrando-a, ainda, no incenso (elemento ar), deitando-a na Terra e passando-a no Fogo, pois a conjugação dos quatro elementos sinaliza o equilíbrio necessário para o cristal realizar sua finalidade.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Arruda, proteção e propriedades mágicas!

Fonte da imagem: http://fitomedicinapopular.blogspot.com.br/2012/05/arruda-ruta-graveolens-propriedades.html




Hoje de manhã acordei e fiz meus rituais, pugnando por proteção durante a semana, bem como por harmonia dentro do espaço sagrado do meu lar. Ao molhar as plantas não pude deixar de observar o frondoso pé de arruda plantado em um majestoso pote de cerâmica, lembrando-me das vezes em que, descuidada, deixar de regar a plantinha que, guerreira, nunca se deixou abalar.

Pedi licença e cortei-lhe um pequeno galho, colocando-o em meus cabelos, pois sempre ouvi minha mãe dizer ser a planta um poderoso meio de bloquear as energias negativas contra nós imantadas. Ela costumava colocar atrás da orelha enquanto atendia os fregueses na loja de produtos naturais que tinha e, ao final do dia, pasmem, o galho estava seco, seco. 

Ultimamente tenho andado muito ressabiada com a vida em sociedade e, sobretudo, com as relações profissionais que tenho travado, imersa em um mar de vaidades, egolatrias e, sobretudo, ausência de sentimento empático. Nessa senda em que a inveja, a impaciência, bem como a desqualificação do outro têm sido a constante, proteger-se torna-se exercício vital de sobrevivência. Para tanto, nada como um bom galho de arruda atrás da orelha, região discreta e de pouca visibilidade.

A Natureza cria suas formas de maneira sábia, mostrando exatamente o que deseja mostrar. Se reparar bem, a arruda é canforada, ou seja, possui um cheiro bem forte, o que nos lembra a ideia de repúdio e banimento. Com isso, a arruda possui propriedades de limpeza e força muito fortes, sendo uma planta imanente do elemento fogo, bem como regida por Morrighu (no panteão celta) e por Marte/Ares (no panteão romano/grego).

Costumo usar uma infusão de arruda com manjericão e alecrim sempre que necessito tomar um banho de limpeza (após me ensaboar com sabonete de enxofre, que igualmente se destina à limpeza etérea). Não me seco, preferindo que isso seja feito naturalmente. Outra propriedade é calmamente, mas acrescento ser importante tomar cuidado com a quantidade (20 g. para 1 litro e meio), pois a planta é abortiva (cânfora presente). Espero que minha galhada de arruda dure até a noite, pois, caso contrário, estarei vulnerável às energias negativas.