domingo, 17 de junho de 2018

Vendo, revendo e vivendo: a intuição e os processos psíquicos na senda mágica da superação!!

Existe uma inteligência sagaz e divina, que sempre está a nos acompanhar: algumas mulheres chamam de egrégoras, colapsos quânticos, almas, anjos de guarda, intuição, a depender do paradigma espiritualista ou religioso a que se filia.

Não importa o nome, apenas vem uma sensação forte, ora latejando, ora arrebatadora, um verdadeiro "tranco", a nos dizer "não vá por aí", "isso vai acontecer" ou, ainda, "vá por aqui ou acolá". 

Qualquer que seja o aviso, símbolo ou sinal, é algo forte e avassalador tal sentimento, de modo que ir ou lutar contra é simplesmente nocautear a alma e aguardar, mais à frente, um desfecho nada agradável. 

Em tenra idade, costumamos não seguir, achando se tratar de sabotagem, falsa informação, anunakis manipulando, enfim. Mas, na medida em que o tempo passa e ficamos mais experientes, costumamos parar e olhar o céu, observando e sentindo, respirando e percebendo a necessidade de ouvir essa voz, bem forte, que, ao final, é o som da mais pura intuição.

É o som do Sagrado Feminino, a voz da intuição pura que nos conecta à fonte primordial, uma espécie de antena a captar ondas, som, frequência. Ela não erra nunca, pois, ao final, há um fluxo inteligente, que vai se desenrolando e seguindo, fazendo com que tudo à nossa volta magicamente se encaixe e dê certo. 

Enquanto mulheres, a tal "construção histórica de gênero" nos favoreceu um pouco, pois, a despeito das perseguições e atrocidades (inescusáveis), atribui-nos um espaço tido como privado e escondido, mas, que, no fundo, reservou-nos a magnitude da sabedoria, conhecimento e poder. 

Negar esse lugar é negar o próprio poder pessoal, intrínseco ao Feminino, e quando percebi isso, reavaliei algumas posições ortodoxas que, num esforço de ajuste "racional" ao politicamente correto, acabavam me afastando do caminho sagrado.

Hoje, mais consciente, olho até mesmo para as postagens antigas do blog e percebo que a senda mágica sempre encontra uma forma de me devolver ao caminho de aprendizado e de poder.

Não um poder androcêntrico, exclusivista, competitivo e beligerante por essência, mas um poder circularizado, que não constrói o mundo em hierarquias e subalternidades. 

Antes, enxerga cada elemento e ser como um pedaço vital da grande teia da vida e da Deusa. Quando nos permitimos - homens ou mulheres - à esta conexão, passamos a brindar na taça da criação, adentrando o líquido premonitório e passando a perceber o devir antes mesmo de ele chegar a se plasmar no mundo.

O caminho, para tanto, passa o silêncio, a meditação, bem como a abertura de vórtices sensíveis, como a glândula pineal, também conhecida como o centro da terceira visão, ou terceiro olho. 

Do tamanho de uma ervilha, ela nos mostra mundos e horizontes não acessíveis pelos olhos físicos. E, para tanto, precisa ser descondicionada, descalcificada, voltar à ativa, já que a vida moderna, bem como a desconexão em relação ao Sagrado, à Natureza e à intuição, podem fazer com que ela se petrifique. 

Mas, uma vez libertada do aprisionamento que o véu da ignorância e da mente, ela nos abriga em sua proteção e descortina um céu de possibilidades, bastando que tenhamos sensibilidade para perceber isso e nos deixar conduzir por este fluxo de pura mágica.

Esse ano a herança intuitiva veio de uma forma muito interessante, quase um estrondo de um terremoto, avisando-me para não seguir determinado caminho. Junto a ela, a advertência materna, de igual forma imbricada por tal poder: minha mãe, diante de uma pessoa que me era próxima, advertiu-me sobre algo que sequer ela sabia muito bem o que era, mas que inspirava cuidados. 

Diferentemente de outras vezes em que negava o aviso ancestral, tratei de me conectar e polir minhas antenas, silenciando, lendo minha runas. Mas, no fundo, aquela pontada de desconfiança desse poder feminino da intuição fez com que me lançasse rumo a uma situação bem desafiadora. 

O mais interessante foi que, ao ler as runas para a figura, saíram jogos que apenas confirmavam o que internamente já era do conhecimento: perigo, desgaste energético, finalização. Ali, contudo, percebi que se tratava de algo a ser resolvido no plano desta existência, para deixar o fluxo da vida, enfim, seguir.

Foi bem interessante essa experiência, pois, no auge de um momento em que me sentia plena em meus poderes psíquicos, decidi afrontar meu sagrado feminino para me lançar na prospecção em uma saga que, ao final, volta-se para mim, entrando em um vórtice especular que, ao final, trouxe-me grandes lições.

Não se trata tanto de avaliar o outro em suas limitações, mas, antes, em ME perceber nas minhas. Se antes passava boa parte do tempo pensando, sentindo e escrevendo sobre os déficits e as limitações do masculino na alteridade, desta vez, naturalmente, voltei o foco para minhas demandas. 

Ponderei em uma situação aparentemente chata, mais parecida com uma fuga e, a partir dela, olhar para minha proposta de vida, bem como onde, desavisadamente (ou não), saí de mim para me embrenhar em um relacionamento atávico que simplesmente atraí.

Aliás, com ele aprendi que, ao contrário de me ver como alguém estática que simplesmente é "atacada" pelo masculino misógino, percebi, enfim, que os relacionamentos tóxicos e atávicos, são, em verdade, espelhos de nossas limitações, bem como dos medos mais ocultos, aqueles que encobrimos e escondemos até mesmo de nós. 

Encontramos no outro o somatório de nossas sombras, que sibilam, em termos de frequência, atraindo aquilo que, embora repelido, é elemento central de nossos padrões inconscientes.

Fazendo um retrospectivo disso em minha vida, avaliei meu maior dilema: a cobrança interna, a demanda ou jornada rumo à constituição de um lar ou família que espelhasse o mundo mágico e devocional no qual fui sociabilizada. 

Talvez por conta da desestruturação e negação secular do poder do Feminino, quem sabe, somos impelidas, mulheres de poder, a nos relacionar com a primeira pessoa a aparentar um sólido estereótipo de potencial elemento familiar que foge ao que se vê na superfície como modelo de masculino atávico, androcêntrico, misógino e machista.

Mas, saindo da superfície em que uns cozinham, fazem nhoques de banana-da-terra, acordam felizes, limpam o quintal, fazem serviços domésticos e são prendados, ou seja, o que realmente enxergamos em nós mesmas, vem o resíduo das lições que precisamos enfrentar, sobretudo em um momento histórico ímpar, no qual nós, mulheres, não dependemos mais de ninguém financeiramente. 

Baluartes de um mundo novo, de comunicação e solidariedade entre sexos, o chamado "resíduo de masculino atávico" é a projeção de nosso medo interno em, sendo empoderada, ficarmos sozinhas em face de nossa auto suficiência e, com isso, passamos a fazer concessões em nossa lista seletiva, tendo como resultado o encobrimento do outro e a auto ilusão. 

Percebi isso tão logo as palavras-chave "trabalho" e "responsabilidade" passaram a incomodar o masculino travestido no discurso do desapego, o bastante para trazer o desconforto e, ao final, a libertação já prevista lá atrás, tanto pelo clã mágico (minha mãe e avó), quanto por mim.

Anteontem, depois de três meses, tive um sonho em que a pessoa se comunicava comigo e, diante disso, desse canal aberto, fiquei a esperar a notícia que se avizinhava, materializada em uma mensagem. Olhei para aquele sinal e percebi que a lição estava, mais uma vez, apresentando-se para mim.

A boa e velha lição que sempre nos remete à pergunta: por que o pescoço não dá voltas de 360 graus? Ele se volta um pouco para trás, o bastante para olharmos os caminhos seguidos e, diante deles, voltarmos a atenção para a frente. Ou seja, não existe retorno para o passado, qualquer que seja a razão. 

Um fim, uma discussão, términos. O que passa, passa, como o fluxo de um rio que nos banha: o rio e eu, não mais somos os mesmos diante desse devir constante na vida que se projeta em tantas experiências. 

O que fazemos, então? Aproveitamos ao máximo as lições tiradas de cada experiência de vida, seja ela inicialmente agradável ou desagradável para nós. Existe uma sabedoria incomum que nos guia a ponderar, depois, o significado de tudo e, com ele, seguir para outros momentos, ao lado de outras pessoas. 

Sem olhar para trás...com gratidão ao Universo e o coração focado no que podemos fazer com para acessar o ensinamento oculto em cada lição de vida. 

Com isso inexiste saudade, arrependimento ou frustração. Apenas gratitude e uma benignidade que traz leveza à alma e nos alimenta a passar adiante a ideia, para que mais e mais pessoas possam seguir adiante e mergulhar nas lições valiosas que o autoconhecimento traz. 


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