domingo, 13 de dezembro de 2015

Criando uma tora de Yule...

Fonte da imagem: http://1.bp.blogspot.com/-5WQOa28Tyo8/TgCknbwudWI/AAAAAAAAAyw/MCQ0TJT_V5U/s1600/Yule5.JPG

Dia 22 de dezembro teremos a virada para o verão, comemorado no giro da roda do sul como Litha, enquanto na roda do norte celebramos Yule, a noite encantada na qual a Deusa dá à luz ao Deus, filho-consorte a componente da complementariedade no ciclo de renovação e promessa.

A noite mais longa do ano marca, pouco a pouco, a guinada do Sol, celebrando dias mais claros, remontando à ideia de novos ciclos. No cerrado, são dias chuvosos, que se estendem até março ou abril, o que muito aproxima esta data festiva à comemoração invernal. 

Como já tive a oportunidade de comentar em outra postagem, tenho comemorado as rodas do norte em consonância com as estações sui generis do cerrado, pois no centro-oeste do país as estações são bem distintas do restante do país e, com isso, é possível sentir a consonância com o girar do norte.

Bom, celebro a roda do norte por uma questão de tradição e ancestralidade, já que na Europa a data marca a chegada do inverno, recolhimento, introspecção e silêncio. Sinto a vibração reverberando aqui, o que me impele a naturalmente reconhecer nesse dia o encantamento festivo da renovação.

No paganismo também se comemora a data como a Luz de Arthur ou Alban Arthan, momento necessário à renovação por intermédio do recolhimento e da meditação, contemplando-se a vida no eterno aprendizado do autoconhecimento.

Por aqui criarei minha tora de Yule. 

A rigor, a tora - como bem expressa o nome - é grande o bastante para ser queimada na lareira no ano seguinte, mas para a celebração doméstica pode ser perfeitamente adaptada para um tronco menor, que será enfeitado com temas e objetos relacionados a Yule. 

Colocarei umas pinhas coletadas no jardim botânico, bem como três velas a representar o mágico número três, ícone dos ciclos de vida-morte-vida que permeia toda a ancestralidade celta. 

Esse ano interpolarei entre duas velas verdes (simbolizando a fertilidade) uma vela vermelha (poder), dando um efeito luminoso muito bonito. De repente escolherei umas flores secas do cerrado, para um toque mais regional, assim como fiz quando reformei a vassoura.

Quando tiver tudo montado aqui postarei algumas fotos. Acho que ficará bem condizente com o meu momento de finalização de ciclo. 

Fáilte!




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