domingo, 1 de novembro de 2015

Fáilte, Samhain!

Celebramos ontem aqui em casa Samhain e, como não poderia deixar de ser, iluminamos as janelas com velas roxas e laranjas, bem como colocamos uma abóbora iluminada no muro divisório com a rua, fruto do artesanato do Gabriel em suas incursões sobre uma abóbora japonesa.

[A lanterna tradicional não é fácil de ser encontrada aqui, então, como boa improvisação, compramos uma abóbora japonesa. O resultado fala por si: criatividade e iluminação para nossos ancestrais].

Nessa noite de renovação de ciclo, as luzes se destinam a orientar os antepassados que estão na senda de peregrinação, para que encontrem seu prumo e sua morada até o renascimento em novas existências. 

A noite do dia 31 de outubro marca o início de um festival que perdura até o dia 02 de novembro, data compartilhada entre muitas culturas a reverenciar seus mortos. Nesses dias, lembro-me da grande lição de Samhain: reverência, introspecção e silêncio. 

Aproveito esses três dias para me resguardar, focar no que realizei durante o ciclo de colheitas do ano e, sobretudo, agradecer. O agradecimento em idos de Samhain, contudo, não se assemelha a outros sabbats de colheita, uma vez que a egrégora é de austeridade e silêncio. 

Por isso, em Samhain, não me sinto na "vibe" de cantar ou dançar. Nada pessoal, pois, em outros festivais, sou bem animada e alegre. Apenas mudo minha motivação interna, até mesmo com resultado da experienciação dos ciclos (inícios e fins). 

Até o círculo aberto ontem foi bem diferente, marcado pelo silêncio do grupo, bem como pelo mergulho com que cada um de nós se lançou em sua própria jornada de gratidão e conexão. O calar - virtude da Terra -  foi, enfim, a marca maior dessa noite mágica.

Hoje estamos entocados. 

Literalmente. 

Dia propício para leituras, prosseguindo na manutenção da energia captada da egrégora. Amanhã - dia de finados no Brasil - será a finalização do ciclo de celebração de Samhain, dando azo, adiante, ao novo ano, que traz promessas renovadoras em face de nossas semeaduras.

Que venham os bons idos de Samhain!


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