sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Entre a ciência e a arte: da física à bruxaria, o desvendar da tirania no monopólio da ignorância

Fonte da imagem: http://www.sopraconstar.com.br/wp-content/uploads/2015/06/sagrado-feminino-2.jpg
Estou cansada de alguns tipinhos de físicos e cientistas de plantão que, embalados pela ladainha de uma conjuntura androcêntrica, acreditam piamente que as formulações matemáticas que tentam forjar com suas peninhas e papiros são mais habilidosas do que a própria emanação da Natureza em sua grandiosidade...

Isso é irritante e, como conta-gotas, acaba com qualquer tentativa empática de respeito à alteridade. A longo prazo, trazem o escárnio e a indiferença, pressupostos para a invisibilização do respeito. 

Não é segredo a apropriação do masculino sobre a ciência oficial, desde a segregação dos pré-socráticos para um mundo apartado dos renomados filósofos "famosos": Platão, misógino...Aristóteles, misógino. O mais interessante dessa tipologia de asneiras é ainda escutar mais pérolas, estilo "homens são de Marte" e "mulheres são de Vênus", uma dicotomização na qual somos ainda insistentemente alojadas para posições de bestialização e fragilização quando, a bem da verdade, somos fortes - o bastante para dar à luz e expelir um ser de nossas entranhas...

Um festival androcêntrico da mais pura secundarização da mulher e de nossos segredos, paradoxalmente invejados por esses seres que, por mais que sejam desejosos, não conseguem criar, mas apenas reproduzir. Afinal, somente mulheres têm útero, bem como somente nós, mulheres, sangramos.

Sangramos mensalmente e não morremos. Somos deusas que trazem a vida nas entranhas, dedicados atos de CREAção que são pouco compreendidos por essas hordas de ignorantes iconoclastas da ciência, violadores da alquimia, da astrologia, enfim, opressores da sensibilização e da alma. 

Enquanto isso, os que não sangram e nos invejam tramam tessituras de justificativas para minar a capacidade criativa do sangramento: inventam que menstruar é perda de tempo, tentam nos convencer a tomar toneladas e toneladas de hormônios para evitar o fluxo.

Inventam os partos-com-parafernálias, bem como inventam o termo "histérica" para deixar claro que somente uma mulher pode surtar, por ter hysteros. Aliás, inventam até mesmo uma pseudo inveja do falo. Tudo para encobrir o verdadeiro epicentro da inveja: o conhecimento contido nos mistérios e segredos femininos que, por excelência, são restritos a quem, de fato, mais se conectou à Natureza ao longo de milênios: a mulher. 

Inventam artifícios para evitarmos ser mulheres que sangram. Que originam. Que criam!

Não há como respeitar esses falsos profetas das ciências, que tanto se apregoam alheios da superstição, mas que, por trás, vociferam vodus contra a sacralidade feminina. 

Essa pseudociência é desprovida de sensibilidade, de vida, de docilidade. Um retrocesso na trajetória espiritual da humanidade, pois pretende substituir a deidade pelo endeusamento de seres tão dotados de baixa autoestima, que precisam desqualificar o conhecimento oculto - do qual nada sabem - para que a iluminada ciência possa vingar. 

Mas, que paradoxal!

Não conseguem explicar a própria pequenez! Não conseguem olhar para dentro do próprio poço de ignorância e extrair algum filete de água morna para limpar as remelas que estão a colar os olhos. 

Só explicam processos externos, vendo-se apartados das experiências que, por pressuposto, a posição como observadores faz com que se modifiquem. Que mórbida sensação de imbecilização do conhecimento. 

Enquanto isso, as estrelas continuam a cantar no céu, ainda que estes fétidos seres insistam em apregoar sua morte!!!


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