quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ataques psíquicos e bloqueios energéticos (I): algumas dicas

Fonte da imagem: http://tudosobremagiaeocultismo.blogspot.com.br/2012/09/autodefesa-psiquica.html
Certa vez comentei em uma roda de pessoas querida sobre certa tendência ingênua em alguns "setores" da Arte a respeito do fluxo energético no plano extra físico (ou astral), pois usualmente se tem a ideia pueril de tudo ser um mar de rosas ou, então, inexistir a canalização de energia para a prática de malefício a alguém. 

Se é bem verdade que a energia pode e deve ser conduzida de acordo com o que plasma seu emissor, de outra sorte não se pode negar a existência de bruxos, bruxas, magos, feiticeiros e feiticeiras que optam - dentro do livre arbítrio que supostamente nos é inerente (apesar de eu estar bastante desconfiada desse conceito ultimamente, por acreditar em nossa suscetibilidade à manipulação no plano etéreo) - por deliberadamente prejudicar outra pessoa. 

Ou, ainda, não tendo conhecimento de suas mazelas, agem no inconsciente (fincadas em memórias ou reminiscências de outras existências), dando azo para influências de outras energias sencientes que agem no plano astral. 

Dion Fortune no livro Autodefesa psíquica coloca com maestria tal questão, apresentando técnicas e estudos de caso que enfrentam nossa capacidade analítica em compreender tais ataques, mostrando, por outro lado, como podemos construir bloqueios em relação a energias não amistosas. 

Como primeira "regra", a maga branca primeiramente esgota todas as possibilidades que a ciência (no caso, a Psicologia) apresenta como respostas ao fenômeno (a exemplo de transtornos dissociativos) para, depois, adentrar a seara do fenômeno psíquico propriamente dito e, dentro dele, empreender às respostas para os casos de ataques psíquicos.

O primeiro sinal manifesta-se em colapsos ou esgotamento psíquicos engendrados em nível subconsciencial, uma vez ser esse o setor de nossa psiquê que primeiramente capta - como um grande radar - toda sorte de energias que estão à nossa volta (só depois que o consciente, domínio da racionalidade, decodifica isso e, ainda assim, de maneira superficial e pouco sofisticada, já que busca relações causais mais óbvias para a situação de ataque). 

Com isso, segundo Dion Fortune, quanto mais densa é a barreira entre a consciência e a subconsciência, mais difícil é o ataque se instalar, por simples força da nossa incapacidade de compreensão do fenômeno que "escoa" do mundo subconsciencial para o cognitivo consciencial. 

Sem bem entender esse fluxo, a vítima em potencial do ataque não consegue traduzir para o mundo da consciência o significado, por exemplo, da sugestão e/ou da hipnose, não se tornando, assim, tão suscetível à manipulação. 

Dentro do tema "sugestão", lembro-me de uma colega de trabalho - uma maga que se apresenta como sendo de luz, mas que paradoxalmente adota uma postura que desafia todo e qualquer paradigma nesse sentido - que sempre finaliza suas frases repetindo determinado comando para o interlocutor, principalmente a frase "entendeu?". Ou, ainda, repetindo a frase que traz o comando que deseja inocular na mente do interlocutor, técnica clássica de sugestão. 

Quando a vítima em potencial ouve incessantemente tal comando, seu cérebro já grava a assertiva, agindo, com isso, na replicação da informação enviada pelo emissor. Essa colega - uma pessoa que tentou me prejudicar durante algum tempo sem que eu percebesse se tratar de um ataque psíquico manipulativo - repetia, olhando fixamente para os olhos (outra forma de conduzir o ataque), a frase, um mantra que, ao final, era extremamente eficiente. Nada muito sofisticado, pois para quem está acostumado com programação neurolinguística, esse procedimento é usual e básico. 

Mas, por outro lado, os neófitos na arte oculta desconhecem tais técnicas e, com isso, quedam nas teias de estratégias dessa natureza, colocando-se à disposição - como carneiros - de pessoas manipuladoras e que se aproveitam da boa-fé (a exemplo dos vampiros energéticos).

É a clássica reprodução do ditado "a magia alcança quem acredita nela", por mais que isso possa ser um clichê repetido diuturnamente. Os incrédulos, com isso, são os mais protegidos de um ataque, porquanto estabelecem fronteiras naturais de bloqueio da energia que somente se propaga quando esse fluxo é fecundo para o espargimento da informação. 

Quando o ambiente é inóspito nada pode vingar em termos de atividade sensorial: isso vale tanto para o que se plasma no mundo físico, como também para o que está além de nossas fronteiras (as above so below, como dito no princípio hermético). 

Por isso, o conselho mais direto que posso compartilhar com os neófitos na Arte diz respeito a não se envolver, não conhecer e não buscar compreender a não ser que realmente se aprofunde o bastante para, conhecendo a síntese de um ataque, possa realizar um bloqueio. Nossa ignorância é, com isso, nossa maior força!

Mas para quem deseja entrar no mundo mágico - não posso, afinal, limitar ou impedir ninguém de fazer o que sua vontade determina - alguns procedimentos são essenciais para se identificar e bloquear um ataque. 

Primeiro, observar o ambiente. É possível desenvolver a sensitividade em perceber a densidade do meio em que nos encontramos, quer seja por meio do tato, como também da audição, da visão e até mesmo do olfato. Essa correlação sinérgica nos poupa permanecer em um local com alta densidade inóspita.

Um fato curioso aconteceu comigo e com um amigo ontem. Fomos almoçar em um restaurante natural em que usualmente as pessoas fazem suas refeições em silêncio e em uma névoa de calmaria. Pois bem: ontem o ambiente lá estava denso, carregado (sempre tenho a sensação de entrar em uma gelatina, como se saísse da vaporosidade para um plano mais letárgico), bem como as pessoas falantes e o nível de decibéis altíssimo. 

Não foi possível conversar usando um tom baixo e harmônico ontem e, ao final do almoço, fomos impactados pela queda de energia no ambiente, pois faltou luz o bastante para que até mesmo os caixas não funcionassem (meu amigo teve o beneplácito de não pagar a conta em face disso). 

Como se isso não fosse o bastante, enquanto aguardávamos na fila fomos impactados por um odor de fezes de cavalo fortíssimo advindo de uma mesa em que ansiosamente um yogue (ou facilitador de yoga) articulava-se com seus colegas (ou amigos, não sei). 

Trata-se de outro sinal de ataque psíquico, materializado no fenômeno da repercussão, ou seja, a plasmação no mundo denso ou físico do que acontece em nível etéreo. Quando hordas de energia putrefata é liberada por formas-pensamento desagregadoras é possível reverberar no ambiente um odor podre, que ora lembra carne decomposta, esgoto, fezes ou lodo, outro sinal claro de ataque psíquico, sobretudo quando apenas algumas pessoas sentem o odor.

É comum uma sensação de medo ou opressão no chacra cardíaco, como se o coração estivesse sendo apertado entre as mãos. Algumas pessoas já falaram para mim de uma sensação de perda de gravidade depois dessa sensação de aperto, direcionando a vulnerabilização para uma síndrome de pânico que nos desaloja do controle de nossa sensitividade. 

Como, então, diante desse panorama dantesco, podemos nos preservar de um ataque? 

A própria Dion Fortune dá uma excelente dica: estados de sublimação anímica favorecem o ataque (por exemplo, manter uma dieta vegetariana ou fazer jejum), de modo que, para evitá-lo, basta se alimentar com carne, para que se torne o corpo físico denso e menos suscetível ao opressor. 

Quando sei a fonte emissora e tenho que frequentar o mesmo ambiente que ela visualizo a imagem dela e risco um "x" mental nessa imagem, ao mesmo tempo em projeto três vezes a imprecação "(Fulano, Fulano, Fulano, tuas maldições, mil artes de embruxar contra mim são impotentes. Pelos poderes do céu, da terra, da água e do ar as ti retorno todas inclementes. Das tríades das forças benfazejas, que tu, somente tu, Fulano, atingido sejas", postulado de retorno na lei tríplice (ou de ação e reação). 

Sob hipótese alguma emito mentalmente imprecações, vocalizações ou meditações usando a palavra "não", pois a mente primitiva não reconhece essa palavra, de modo que, ao ser invocada, ela, a bem da verdade, reforça a ideia que se deseja expurgar. 

Tenho em minhas roupas íntimas - de maneira bem discreta e longe dos olhares curiosos - um cristal de proteção (descobri agora a quiastolita, a bola da vez, juntamente com a turmalina negra, a vassoura de bruxa e outras tantas gemas de coloração escura) que sempre limpo depois de um dia de trabalho em água corrente e programo de tempos em tempos quando mudo o ambiente em que irei penetrar. Sem deixar de mencionar, claro, exercícios de limpeza de chacra, meditação etc., banhos com ervas e, claro, o famoso galho de arruda atrás da orelha!

Que mundo lindo esse!




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