sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Uma luz em minha janela: a magia de Samhain

Céad mílle fáilte!

Fáilte, Samhain!!!

Blessed be!


Dia 31 de outubro tem sido dedicado, pouco a pouco, à entrada festiva do Halloween nas tradições nacionais. Por trás das fantasias coloridas e das festinhas realizadas nas escolas das crianças existe muito mais reverência do que se possa imaginar, motivo pelo qual usualmente as pessoas curiosas confundem Halloween com Samhain.

Oitavo e último festival de colheita, Samhain sela o final do ano celta, por intermédio da morte sacrificial do Deus Cornífero para que possa adiante - em Yule - renascer no sagrado ventre da Grande Mãe fecundada.

É o Samhain, festival de honra ao fim da roda do ano celta, calcado no trinômio que se inicia no dia 31 de outubro ao dia 02 de novembro. Samhain marca a reverência aos antepassados que já partiram para o Outro Mundo, bem como a reflexão sobre a vida que experienciamos durante toda a roda do ano. 

Os limites entre o mundo físico e etéreo podem ser atravessados, sendo possível nessa auspiciosa noite entrar em contato com a egrégora ancestral, para fortalecer nossa determinação no cumprimento de nossas metas enquanto encarnada/os. 

Não costumo fazer leituras oraculares nesse dia por entender que o momento é de devoção e silêncio. Aproveito a data plena para colocar na entrada da casa e nas janelas velas, com a finalidade de iluminar o caminho das almas que necessitam de orientação para chegarem aos seus destinos, fazendo o mesmo com a iluminação interna de minha morada, o que torna o momento repleto de aconchego. Apregoa a tradição colocar um prato de comida para alimentar quem está no Outro Lado.

Passo geralmente o dia em silêncio e reflexão, preparando-me para o ritual a ser realizado mais tarde. Durante esse silenciar aproveito e imanto mentalmente o que desejo deixar para trás: parte da comunhão com a egrégora de Samhain nos aloja para o despojamento em relação ao que não mais desejamos em nossas trajetórias (relacionamentos nocivos, bloqueios financeiros e profissionais etc.).

Não se trata de um desapego ávido ou pejorativo, mas o reconhecimento em se observar que as pessoas ou as situações já tiveram sua participação em nossas vidas, o bastante para agradecermos e superarmos. Escrevo em um papel tudo aquilo que desejo deixar para trás e, aproveitando a lunação do dia (ontem mesmo a Lua estava minguante em Libra, com aspectos favoráveis entre Urano e Plutão), plasmo no papel meu desejo intrínseco de realizar cada um desses propósitos. 

Ontem fizemos um ritual diferente, mais coligado com os elementos da Natureza, a começar do acendimento de uma fogueira no lugar do caldeirão. Colocamos à mesa os comes e bebes e abrimos o círculo sagrado em torno dela. Refleti muito sobre pontos importantes da minha vida, tomando o cuidado de escrevê-los adequadamente no papel e, depois, queimando-o com os dizeres mágicos rimados, pois aprecio muito a arte da rima e o uso dela em bruxedos como uma forma de acionamento dos gatilhos subconscienciais. 

Lembrei-me do meu clã: minha mãe, avó e bisavó, cujas fotos coroam o local do meu altar. É o sentido de reverência com a qual podemos nos conectar no dia de Samhain à nossa querida família. Por isso que essa noite, em especial, deve ser passada com pessoas importantes em nossas vidas... É a magia acontecendo bem à frente de nossos olhos.

Feliz Samhain a todas!

Hey ho!

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