segunda-feira, 6 de maio de 2013

O caminho que nos leva à senda da realização

Hoje acordei pensando em como a vida - e minhas escolhas dentro dela - apresentam caminhos diferenciados que nos impelem à realização de escolhas e, com elas, à modificação dos passos deixados pela trilha.

Acordei cedinho, como de costume, e fui assistir a um filme muito significativo, chamado "Da magia à sedução" (Practical Magic) e, a certa hora, a personagem de Sandra Bullock (Sally), fala para o policial: "Magic is not only spells and potions", deixando bem clara a ideia do caminho que a Arte representa na vida de quem se descobre e desenvolve nela. 

Pensando nisso e lendo um texto que um grande amigo escreveu sobre batalhas astrais e vampirização (Harry Potter, um sonho, um ente chamado Kali e dez sintomas), ocupei-me a refletir sobre o sentido que a figura acima sempre me transmitiu, um verdejante caminho cujo fim não está muito claramente definido, mas que se abre em um cenário a se reconstruir e elaborar em cada passo da trajetória.

Lembrei-me das vezes em que me lancei - e me lanço - em tantas histórias que aderem a esse trilho verdejante. Conversando, ainda, com uma pessoa, comentei-lhe sobre "me lançar sem medo" em sagas e mais e mais caminhos. Tudo, enfim, são caminhos.

O que isso quer dizer? 

Que a senda é o caminho, o meio e o fim e que, talvez, não exista o fim, por ser, em si mesmo, a jornada, o objetivo maior de nossa caminhada nesse e em outros planos. Com essa certeza, penso, não existe tanto relevo em vivenciar o caminho da Arte como um aporte místico para a realização de desejos (spells and potions mencionados no filme), mas sim em sorver cada pular de lição que estar na senda representa.

De qualquer sorte, viver uma senda é compreender uma teia de vida muito maior do que nossa própria existência, para acessar os invisíveis fios conectando-nos - uns aos outros, umas às outras - planetariamente a caminhos coincidentes e colidentes até, para, depois, quem sabe, seguirmos na jornada.

A jornada se abre. Encontra-se à nossa frente uma estrada com inúmeros canais, restando o mais difícil: fazer escolhas e arcar com o ônus existencial das pequenas perdas que trazem, ao final, também, grandes realizações.






Nenhum comentário:

Postar um comentário