domingo, 6 de janeiro de 2013

A mudança para o giro da roda do norte...

Em dias de mudança planetária, preparo-me para uma grande transição pessoal, pois deixarei a egrégora de celebração de giros de roda do ano pelo hemisfério sul para abraçar a dança da roda do norte (hemisfério norte).

Surpresos? Surpresas? Não tem sido uma decisão fácil, mas confesso que oportuna em função da profunda reflexão que tenho feito sobre o tema. Apenas deixei par publicizar algo que, agora, consegui diagramar em meu coração. 

Em outros momentos - aqui no blog, bem como em outros locais em que publico minhas reflexões sobre o Sagrado Feminino e a mitologia deídica celta (como no maravilhoso site Templo de Avalon, no texto "O giro da roda do sul: o universo simbólico do sagrado"), já havia fincado a ideia de girar pela egrégora do sul, coadunando meus ritmos pessoais ao movimento de rotação da Terra - bem como de translação - ao ajuste feito em relação à localização espacial que ocupamos. 

Lembro-me de ter mencionado, naquele texto, a relevância de girar pelo sul, justificando, ainda, no efeito Coriolis a escolha dessa maneira de celebrar o sagrado, bem como no impacto das estações do ano aqui, para legitimar meu giro anti-horário  em relação aos rituais da roda do ano celta. 

Encontrei, ao longo desse tempo todo de dedicação aos mistérios antigos da Sagrada Deusa, muita informação relevante a respeito dessa dicotomização de  celebrações, ouvindo sábias mulheres que, representando ambas as práticas - do sul e do norte - ponderaram muito a respeito do que hoje tomo como reflexão para a iniciática senda de mudança que estou prestes a assumir em minha vida como andarilha da Deusa.

Estou convicta a desacelerar o ritmo do sul para, pouco a pouco, modificar o vetor das celebrações rumo ao norte, ainda que contrário a tudo que já vivenciei em termos de culto ao Sagrado Feminino. Tal mudança levou em consideração a preexistência (até mesmo temporal) de uma egrégora do norte que, antes mesmo das tradições no sul - no último século - começarem a apregoar, já existiam há mais de 10.000 anos [refiro-me ao período Paleolítico, bem como ao Neolítico].

Um vórtice de poder elaborado milenarmente no hemisfério norte pelas culturas pré-cristãs datadas do Paleolítico precede os cultos recentes da formação de uma egrégora no sul, de modo que a separação (norte/sul) poderia trazer uma fragilização energética em torno do cone formado em reverência à Grande Mãe. O desejo, assim, de não dividir a matrilinearidade que me trouxe ate aqui, bem como a busca da harmonização e uniformização do fluxo energético movimentou minha mudança interna e, com ela, irradia-se para a modificação externa de meus rituais e celebrações.

A predileção pelo norte, dentro disso, surge pelo simples fato de as culturas pré-cristãs matrísticas, bem como seus remanescentes nas sociedades patriarcais já rodarem há mais tempo do que as manifestações no hemisfério sul poderiam realizar. Por outro lado, o ressurgimento da tradição da Deusa, bem como o resgate dos postulados celtas de celebração da roda trouxeram consigo a recenticidade na formação do vórtice de poder, o que poderia manter certa dissonância ou desarmonia com o que já está disposto magicamente como fluxo energético.

Será uma experiência ímpar na senda espiritual, mas acredito estar preparada para a mudança, pois meu coração já entoa o ciclo espiralizado de um poder que se imanta do norte, espaço geográfico onde vou buscar, em minha ancestralidade, a certeza de trilhar o caminho que julgo mais adequado à reverência que diuturnamente faço à Grande Mãe.

Que venha, então, a nova egrégora, imantando de luz minha trajetória!

Fáilte, grande giro da roda do norte!!!

Ho!

Fonte da imagem: http://www.dancinggoddessdolls.com

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