sábado, 7 de julho de 2012

Os grandes giros da roda da vida!

E mais uma vez, a roda girou, numa velocidade inimaginável, mudando vertiginosamente os rumos da minha vida e me colocando no trilhar de um percurso para o qual tenho me preparado desde sempre: a evolução da minha alma, por meio da consciência dos processos em relação aos quais necessito me posicionar e, dentro disso, do adeus que é necessário dizer para que o caminho seja percorrido com a languidez do espírito. 


Um corte abrupto poderia ser tomado como um giro incauto, irrefletido, um descompasso entre sentir, querer e agir. Mas não. Quando se está em harmonia com o coração e a alma, o "supetão" nada mais é do que a junção imediata do agir e do sentir, do fazer e do refletir, sobretudo quando se avolumam os pequenos atos que, pouco a pouco, falam que um relacionamento necessita se findar! 


Quando os pequenos detalhes se avizinham em uma relação, nada mais há que se fazer, sobretudo quando exaurimos as conversas e não logramos êxito em modificar posturas em relação às quais nos comprometemos a refletir e mudar. Não, não estou julgando pejorativamente, apenas sendo bem sensata em reconhecer que, quando nos comprometemos e não conseguimos mudar núcleos arraigados, é hora de reavaliar nossas trajetórias conosco e com quem está à frente, pois o preço existencial é a "evolução à fórceps", o que traz violência ao espírito. 


Se é bem certo que todos e todas nós somos repletos de "defeitos" (que nada mais são do que a qualidade humana, nada mais), o que dá uma necessidade de compor certo "acordo de cavalheiros" para que nos aceitemos, por outro, entendo ser bem saudável não se permitir avizinhar-se de uma pessoa que nitidamente nos deseja o mal quando, sobretudo, já tanto se falou a respeito. Sem rancor, sem remorso, sem pedras. Apenas não se está na mesma frequência vibracional. Simples assim. 


A repetição comportamental, a longo prazo, gera uma neurose que se mantém, trazendo para a pessoa a reprodução de uma mesma história e, com isso, obstáculos para se enxergar em relação ao malefício que traz a terceiro. Uma boa dica reveladora disso reside na impossibilidade de se pedir desculpas, o que revela, nas camadas mais profundas da mente, um bloqueio consciencial em relação a se achar, mesmo, que se está certo ou certa. 


Mas, quando nossas atitudes causam mal, não podem estar certas. Não estamos certos ou certas quando no fechamos em torres e achamos que somos "o máximo"...Uma receita bem simples...O malefício reside no canal construído entre duas pessoas. Se uma sente dor, a outra, por certo, precisa olhar para isso sem a arrogância de achar que a pessoa que se sentiu atingida "está viajando". Isso é imaturidade...


A premissa de "débito cármico" não pode ser uma chancela para que, ao bem da evolução espiritual, coloquemo-nos em uma bandeja para que outrem nos degole. Também é simples. 


O importante, no processo, é ter a clareza na comunicação entre pares, e, por meio da conversa, bem como, do ajuste, cada qual saiba onde necessita trabalhar, dentro de si, para toda e qualquer interação dar certo. "As pessoas dão o que têm", claro, mas, por outro lado, se não existisse a possibilidade de aprimoramento do espírito, não existiria  nexo algum em se evoluir. Portanto, aceitar o outro como é é ME aceitar também, no que posso ceder e em que posso me modificar, a bem de minha evolução e bem-estar, interagindo com o próximo. Pronto. Ponto.


Não se trata de se nulificar, muito menos de se despersonalizar. De se des-individualizar. 


Não, antes disso, trata-se de se reconhecer nos defeitos e pretender melhorar!!! 


Como? Simples também... O Universo nos dá o que damos a Ele e aos outros! Nunca fiquei desassistida dentro dessa máxima de vida...Então entendo ser razoável ver nela algo que literalmente funciona em minha vida, tamanho o cabedal de caminhos que, até aqui, levaram-me a esta conclusão. Com o percurso vivido até aqui já aprendi isso. Não podendo interagir, não posso forçar ninguém, mas também não posso me permitir viver em sofrimento, como se cada dia ao lado de uma pessoa fosse o fim da minha vida. 


O importante é estar com a consciência tranquila dentro do processo. A certeza de ter feito o máximo de mim. De ter dado apoio nos momentos de incerteza, de ter cedido o ombro na inquietude do espírito. De ter apresentado locais, pessoas, situações novas, para que a pessoa pudesse compartilhar o máximo do que a vida está dando para mim. Gosto de compartilhar, de estar ao lado. Gosto de lembrar as pessoas de suas potencialidades e capacidades, pois acredito que precisamos nos estimular a desejar ser o melhor que podemos ser nessa vida. 


Mas, quando o compartilhamento é interpretado como uma via em que se extorque sem devolver - não a mim, mas AO UNIVERSO - a graça que Ele nos deposita em seu beneplácito mais profundo, isso não é legal...A generosidade com o mundo é premissa de humanitarismo e comunitarismo, e não um discurso repetido, pois a palavra, sozinha, sem a ação, muito pouco vale...

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