segunda-feira, 2 de abril de 2012

A paciência é uma virtude da Terra

Já perceberam como uma montanha é imponente e grandiosa em seu silêncio, contemplando, dia após dia, o ir e vir das gerações, bem como o ciclo de vida e morte que por ela passa, mantendo, outrossim, a paciência em relação ao devenir do tempo.


Aliás, tempo? Que tempo? A muralha de pedra é a constante em um tempo que insiste em "passar" aos nossos olhos. Ainda que haja desgaste e que - grão em grão - um dia, talvez, sucumba um monte, inegável o transcurso que o orgânico faz, degenerando-se diante da maestria com que a pedra se mantém em pé e intacta aos nossos olhos.


Em tempos de inconstância do fogo - chama da criação, do fazer, do destruir para construir - conectar-me à Terra ou, especificamente, aterrar-me tem sido a necessidade mais premente, pois o império ígneo não se contenta com a imobilidade. A Terra, por outro lado, pode apagar o fogo, como também pode contê-lo, moldá-lo à paciência. Não desnaturá-lo, pois o fogo, quando apagado, não mais existe. É no equilíbrio que é feita a sabedoria de nossos dias aqui.


Falta-me muita paciência... Tenho uma inerente vontade de resolver tudo o tempo inteiro e fico extremamente frustrada com o tempo dos outros. Eis o ensinamento para mim: exercício do meu lado capricorniano, para que minha Lua possa ensinar mais meu Sol (em áries) a direcionar a centelha para a concretização lânguida de metas e propostas. 

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