sábado, 15 de outubro de 2011

Apreendendo as lições da vida num opúsculo de amora...

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A cada dia aprendo algo novo com a minha amoreira...Tempos atrás, aprendi sobre o amor, sobre a dor, assim como aprendi sobre os ciclos.

Hoje, contudo, embaixo de uma fina garoa, apartada pelas folhas que me protegiam do espetáculo da chuva cálida, aprendi sobre as oportunidades que a Vida nos traz.

Saí da cozinha com uma bacia funda, decidida a colher todas as amoras que estivessem ao alcance da minha vista. Muito detalhista, queria observar todos os ramos para, com precisão cirúrgica, colher "todas as amoras do mundo", do meu particular mundo imerso numa amoreira...

Estava atenta, pegando, em cada ponto, meticulosamente percebido, uma frutinha. Meu objetivo era "exaurir" a amoreira, extrair todos os frutos e completar a bacia funda que havia escolhido para a gulodice. Cada pontinho arroxeado era o bastante para atrair minha atenção, de modo a me orientar para uma "pesca" de amoras a completar alguma coleção (que coleção?)

Quando me voltava, contudo, para o mesmo galho onde outrora havia pego uma amora, providencialmente "aparecia" outra. Como isso era possível? Afinal, toda minha concentração focou-se em visualizar e "rastrear" todos os frutos ao alcance da minha mão... Mágica? Bruxaria? Ilusão de óptica?

Nada disso!

Quanta ingenuidade!

Não "apareciam"mais amoras. Nada surgia do nada, fruto de um acaso ou de partenogênese.

As amoras sempre estiveram lá. Estavam lá o tempo inteiro ao meu alcance. Mas, preocupada demais em "não deixar passar detalhe algum" sobre a estratégia de coletar "todas as amoras do mundo", eu não as via...

Eis a Vida com suas amoras que, por atribulação ou descuido, não colhemos!

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Um comentário:

  1. Alessandra, o Deus Acaso me trouxe até aqui.

    Gostei.

    Também gosto de colher amoras e amores.

    Com resultados iguais aos teus... rs!

    Flores!

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