domingo, 30 de outubro de 2011



Acordei em véspera de Beltane com aquela sensação blasè de viver a pelnitude de meus dias aqui na Terra, caminhando, sempre mais e mais, para o encontro com minha sacro santa essência.


Quer seja cultuando meus antepassados, bem como prestando dádivas aos elementos e à Sagrada Mãe, despontam meus dias como flores em um jardim que se renova a cada pôr-do-sol, lembrando-me da efemeridade de uma flor de cerejeira, que nasce já com a certeza de, ali adiante, voltar para o sagrado braço da terra acolhedora.


O ar, cálido, embala cada um dos meus cantos de agradecimento aos céus e à terra, música que faz meu coração palpitar em sintonia com a sonoridade universal que entoa um harmônico perfeito. Tônica de uma nota engendrada na mais perfeita lira de amorosidade, compaixão, porém, de força e determinação, pois, afinal, apenas uma lira com as cordas perfeitamente esticadas - e retesadas em sua determinação - conseguem transmitir a doçura!


O vento - nessa paisagem de Sir John William Waterhouse - acaricia o vestido vaporoso da jovem que, descalça, entra em contato com a sacralidade da Terra. A languidez de seu semblante transpõe a minha alma para mundos nunca antes conhecidos por essa egrégora, mas que são reconhecidos pela lembrança que reside em mim de querer retornar ao meu mundo maravilhoso, após cumprida cada uma das minhas missões por aqui.


É a alegria do pulsar que embala o desejo de ir adiante, amando...

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