quinta-feira, 19 de maio de 2011

Witchcraft na pós-modernidade do consumismo

Não adianta chorar, espernear, a pós-modernidade também chegou à Arte, ou melhor, ao pop rock do que se estabeleceu como uma horda de bruxonildos e bruxonildas de plantão que, sem o menor critério, enfeitam-se como uma árvore de Yule, entendendo na mera representação vestimental um acesso aos portais sagrados do que é a vivência no desconhecido.

Nunca antes houve tamanha popularização de poções, tapuás, livros de incatatio e bruxedos. Não que seja contra, pois, afinal, acabam colaborando para a desmistificação do que, outrora, foi substrato religioso de ida de várias mulheres para as fogueiras da vaidade da Senhora santa Igreja...

Mas, ultimamente, a arte virou artigo de liquidação, balizando protótipos de novos adeptos a um neo-alguma-coisa, motivados pelas mesmas velhas fórmulas eclesiásticas tão malfadadas. Dogmas, enfim, retornam, travestidos de pseudo-libertação, em cultos sincréticos de bruxaria que mais parecem uma miscelânea de bruxedos new age.

Critério...deve existir algum? Por certo que não, afinal, a arte tradicional familiar é algo não revelado. Esse é o primeiro critério de desconfiança, porque, grosso modo, não se revela o que é clânico, sanguineo e, sobretudo, ígneo.

Enfim, aguardemos...a herança se estabelece no sangue e no culto aos ancestrais. Dentro disso, bem saudável se saber de onde se vem...Você sabe a que veio? Sugiro saber...

Nenhum comentário:

Postar um comentário