quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A poética Roda do Ano


Em Litha a Criança-Rei nasce, com a promessa do consorte que exsurge do sagrado ventre da Grande Mãe!
Salve Deus-consorte, Pleno!
Que no Solstício de Verão a todos aquece!
Dia longo, mais longo dia, lembrando que o masculino, ali, floresce!
Em Lughnasadh agradecemos, o primeiro dos três vezes três solares fogos
de colheitas e bençãos.
Sovamos pão, compartilhamos sua massa
para, em honra a Lugh ofertar.
gratidão, por três vezes dada
é fartura a nos brindar.
Em Mabon de seca plena, segunda das três colheitas se agradece
Fecha o Deus seu ciclo em vida.
Prepara-se, no Equinócio de Outono, para a Deusa, que ali floresce.
Em Samhain o véu se desfaz e os mundos se encontram em uma só dimensão.
Não há passado, presente ou futuro, vórtices de aqui e agora espiralizam-se no horizonte .
Honramos nossa linhagem sagrada,
Ancestrais de eras que se fazem conosco.
O Deus está avisando que, dali a pouco hibernará.
Luzes são acesas para indicar o caminho,
E as almas seus focos, dali em diante encontrar.
Em Yule o Deus parte, levando consigo o Sol.
Ciclos eternos de vida-morte-vida, na hibernação da semente, que silencia.
É o Solstício de Inverno que ali se ergue, para brindar o pranto da Deusa sem seu consorte.
Em Imbolc o leite é farto, sementes, trigo e aveia selam a colheita trina.
Em Ostara a Deusa está cheia, plena e fecunda, para o Mundo florescer!
Hey, ho, andarilhos visitantes,
abram os corações para o ciclo eterno, que gira e roda,
na amorosidade do retorno de toda a diferença que se iguala!"

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