segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mudando os mantras de nossas vidas


Os mantras são vocábulos... grande novidade!

São compreendidas como "palavrinhas" bonitas entoadas geralmente com um significado de oração, concentração, quando decidimos mudar o eixo de nossa religiosidade, não é isso?

Ou, então, artigo exótico de outros povos e das culturas não ocidentais, os mantras aglutinam nossa curiosidade sempre que abrimos a boca para articular "ohm", "aum" etc., não é mesmo?

Não!!!!!

Um sonoro "não" para quem pensa que a mantralização é algo despretensioso...

Os mantras são compostos por vocábulos ancestrais, geralmente em línguas antigas - sânscrito, por exemplo - que, embora não sejam mais "línguas oficiais" do dia-a-dia dos povos, ainda assim se encontram gravadas no inconsciente coletivo e, portanto, fazem parte do acervo universal, dispostas nas egrégoras de frequência dos panteões energéticos a que se vinculam.

Quando mantramos, nossa mente - que não reconhece a língua ou sabe o significado do mantra - fica inquieta, insana mesmo, tentando "quebrar a cabeça" (haha) para tentar descobrir o que estamos falando e, com isso, tentar, como sempre, um mar de sabotagens ("você não vai conseguir", "você não é legal" , entre outros).

Esperta, neutraliza o conteúdo latente da mensagem, por via de acionamento subconsciente de outros "mantras", os de depreciação, culpa ou medo, dificultando o acesso ou a conexão a egrégoras mais sutis.

O mantra "anestesia" a mente pelo padrão repetitivo do som no qual está aderida a mensagem ancestal presente na palavra. A bem da verdade, uma pequena palavra do mantra contém frases inteiras, o que ainda facilita a "enganação" da mente e o acesso a outros níveis.

Gostaria de usar a beleza do mantra para firmar convicções...

Não como uma "metáfora da vida", mas como "a vida em si", para lembrar que podemos mudar nossos padrões quando nos dispomos a mudar os mantras que regem nossas vidas. Basta a vontade e a consciência.

Um mantra muito comum de padrão repetitivo é aquele do "nada vai dar certo", ou, então, o mantra da insegurança, da incerteza, bem como o mantra da especulação "E SE".
Ah, outro mantra muito comum é aquele mantra da "desculpinha fajuta".
Conhecemos bastante esse. "Eu não tive tempo", "não fiz isso porque estava com Fulano ou Fulana". "Nossa, o tempo é curto", "tenho que isso", "tenho que aquilo" e, com isso, a vida escorre por nossas mãos. Blargh!

Eita, ainda tem o mantra do "eu queria dar um bicudo, mas minhas responsabilidades não deixam". Esse, então, é o 'troféu joinha, joinha' dos mantras-capachão, porque, por via direta, estamos querendo dizer que as "responsabilidades" têm 'vida própria', independem de nossa criação mental, aderência psíquica e validação emocional.

Daí, sufocadas, precisamos "quebrar correntes" e fazer nossos rituais.
Para que os rituais? Simples, a mesma finalidade sub e inconsciencial de acesso, de produção de gatilhos para a mente. Isso é magia. Isso é bruxaria, a transformação da realidade a partir da mudança INTERNA de posturas perante a realidade.

Insisto em ser uma bruxa solitária, por assim dizer, muito em face da certeza de que cabe a mim reger minha vida, compreender a dinâmica de me soltar no Universo, ligando-me a outras redes invisíveis.
Por isso que nunca "solicitei" ritual para ninguém... Somos nós que precisamos acessar os gatilhos de nossas vidas, mudando os mantras venenosos que insistimos em alimentar dentro de nós. O primeiro deles, penso, é eliminar o futuro especulativo...

Nada mais sem sentido do que ficar fazendo uma projeção em cima de um futuro que não existe e que, provavelmente, não existitrá da maneira que desejamos, por um simples fato: não somos as senhoras do controle e do jugo do Universo.

Olá!!!! Por favor, mais desconfiômetro!
Se estamos conectadas ao Universo, por que, então, agimos tentando o controle absoluto, de maneira tão egoísta? Ser firme, forte, poderosa e plena não é eliminar o outro e a Natureza da equação, mas, antes, quebrar a assertividade de querer, sempre, "ter o controle de tudo", porque esse mantra, além de ilusório, desgasta emocionalmente...

Ter rédeas de sua vida não é querer saber de TODAS as possibilidades do mundo e das pessoas. Isso é arrogância, não autoconhecimento. Muito diferente de se posicionar como ser que busca sua luz.
Quando pretendemos coagir o Universo e as pessoas não estamos sendo poderosas, mas sim MANIPULADORAS. Vampiras de energia. Usurpadoras de luz. E quando usurpamos deixamos de crescer por conta própria e precisamos "drenar o sangue" de outra pessoa para sobrevivência.
Ao contrário de sermos bruxas empoderadas, tornam-nos "sanguessugas" dos outros e, com isso, permitimo-nos a aproximação de energias de dreno em relação às nossas vidas. Por isso que a mudança de mantra pessoal é importante, para mudar o padrão vibracional dentro de nós e, com isso, entrarmos em sintonia com a rede energética do Universo.

Aí que surgem a magia, a bruxaria, a premonição, a clarividência.
Nada de SOBREnatural, porque é a Natureza se manifestando em nós. A Deusa se manifestando. O Deus se manifestando. O Casal Sagrado dando as mãos e as colocando em nossas frontes, bem em cima do terceiro olho, para que possamos enxergar o que se esconde de quem não tira os óculos.

A vida é um fluxo, uma constância de demembramentos, como a água que traça seu caminho e, algum dia, de repente, muda o curso. Ou não.
Para que se importar com o "E SE" do caminho que a água faz? Para que? Por acaso achamos ser possível fazer com nossas vidas o que fazemos com os cursos de água, desviando em represar e hidrelétricas?

Até pode ser, mais, com uma lente de aumento, se observarmos os resultamos desses "pequenos" desvios, perceberemos que um ecossistema inteiro queda a partir de um simples "desviozinho"...

Desviamos nossas vidas de nossa essência primordial e, com isso, matamos nossos ecossistemas, pouco a pouco...

Por isso, MUDE O MANTRA!

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